Greve dos motoristas

Alargar a requisição civil? “Contabilidade faz-se ao final do dia”

O ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes (D), acompanhado pelo secretário de Estado da Energia, João Galamba, intervém durante uma conferência de imprensa para fazer o ponto de situação sobre a crise energética, no Ministério do Ambiente e da Transição Energética, em Lisboa (JOÃO RELVAS / LUSA)
O ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes (D), acompanhado pelo secretário de Estado da Energia, João Galamba, intervém durante uma conferência de imprensa para fazer o ponto de situação sobre a crise energética, no Ministério do Ambiente e da Transição Energética, em Lisboa (JOÃO RELVAS / LUSA)

Matos Fernandes admite o alargamento do âmbito da requisição civil, mas decisão só será tomada no final do dia.

O ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, anunciou esta quarta-feira, em conferência de imprensa, o “Governo alargará o âmbito da requisição civil se chegar ao final do dia de hoje e constatar que não foram cumpridos os serviços mínimos”.

Matos Fernandes informou que na Prio, em Ílhavo (Aveiro) “a distribuição foi a 100%”, ou seja, “foi um dia normal”, com a saída de 84 cargas. Em Leça da Palmeira, a produtividade está a 50%, com 83 cargas. Em Sines, estão a ser ultrapassados os serviços mínimos, com a saída de 33 camiões (produtividade a 70%). É apenas em Aveiras de Cima, na Companhia Logística de Combustíveis (CLC) que os números são menores, em percentagem. Na CLC a produtividade foi, esta manhã, “30% abaixo dos serviços mínimos”, disse o ministro.

Para já, a única situação de incumprimento da requisição civil aconteceu no Algarve e diz respeito ao transporte de combustível de Loulé para o aeroporto de Faro. O governante referiu que os seis motoristas destacados para cumprir o serviço “não apareceram” e são militares da GNR que estão a fazer o transporte. “Trata-se de um caso grave de incumprimento”.

“O que vai ser feito é, tal como aconteceu ontem, ir à procura destes trabalhadores para os notificar”.

No que diz respeito aos postos da rede de emergência (REPA), o ministro adiantou que as operações da madrugada garantiram o aumento das reservas, sendo que esta manhã, havia 58% de gasóleo em stock e 44% de gasolina.

Falando dos postos que integram a rede nas zonas rurais, onde a falta de combustível num só posto pode ter um impacto maior, Matos Fernandes, garantiu que todos têm combustível.

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