Álcool, tabaco e drogas. Portugal é 20º onde os "vícios" são mais baratos

Os dados são recolhidos em organizações como as Nações Unidas, Organização Mundial de Saúde, Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional.

Portugal caiu quatro posições no "Índice Global do Vício", um ranking elaborado anualmente pela Bloomberg. O que significa que manter hábitos como tabaco, álcool ou drogas ficou mais caro em 2017.

O estudo anual da Bloomberg é "unicamente um indicador económico, não representa um julgamento moral ou legal", salienta a agência, que reconhece a "dificuldade em recolher dados sobre atividades ilegais". Os dados são recolhidos em organizações como as Nações Unidas, Organização Mundial de Saúde, Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional.

O índice analisa os preços médios de um cabaz de "vícios" composto por um maço de cigarros, garrafas de bebidas alcoólicas como cerveja ou vinho, um grama de uma substância estimulante, como ecstasy, um grama de canábis, um grama de cocaína e um grama de um opiáceo, incluindo heroína.

A análise de 2017 permitiu concluir que o Luxemburgo é o país onde manter vícios é mais acessível. O cabaz completo no grão-ducado custa 206 euros.

Apesar de não ser o valor absoluto mais baixo entre os mais de 100 países analisados, é o país onde o cabaz representa o valor mais baixo face ao rendimento médio semanal dos cidadãos, cerca de 10%.

Em Portugal, o pacote completo de vícios custa 137,7 euros, o que representa perto de 35% do rendimento médio semanal dos portugueses, segundo as contas da Bloomberg. Face a 2016, o aumento foi de 2,4 dólares (cerca de dois euros).

Os Estados Unidos, que em 2016 ocupavam a 17ª posição, caíram este ano 21 lugares no ranking, após um aumento do preço do cabaz de 217,9 dólares, para os 617 dólares.

Já na Noruega, Irão e Coreia do Sul os preços caíram mais de 200 dólares em relação ao ano anterior.

Em termos absolutos a liderança do ranking pertence à Austrália, Nova Zelândia e Japão, os únicos três países analisados onde o custo total do cabaz ultrapassa os mil dólares.

Em sentido inverso está por exemplo o Congo, onde um cabaz completo custa 18,3 dólares. O país está, no entanto, no 37º lugar do ranking devido à diferença entre o custo dos vícios e o rendimento médio.

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