Alemanha ganhou 41 mil milhões de euros com crise na zona euro

Chanceler alemã, Angela Merkel
Chanceler alemã, Angela Merkel

A crise da zona euro tem beneficiado bastante, e não prejudicado, a maior economia da moeda única, segundo dados revelados recentemente pelo governo de Angela Merkel.

A Alemanha arrecadou 41 mil milhões de euros com a crise da zona euro devido à redução dos pagamentos de juros. A forte procura pela dívida alemã tem levado à diminuição dos juros a pagar para Berlim se financiar, reduzindo assim a fatura.

No outro lado da balança estão as despesas a pagar pela crise. Até ao momento, a crise custou à Alemanha 600 milhões de euros, segundo dados do Ministério das Finanças divulgados numa comissão parlamentar a pedido do deputado Joachim Poss, do SPD (centro-esquerda, maior partido da oposição), citados pelo Der Spiegel.

Com a forte procura pelos investidores de um refúgio seguro, devido à segurança da economia germânica, o Governo alemão tem estado a poupar milhares de milhões de euros nos juros com a crise na zona euro.

A Alemanha vai assim poupar 41 mil milhões de euros em juros relativos ao período entre 2010-2014, devido à diferença entre os atuais pagamentos e os orçamentados, segundo dados das Finanças.

Além do declínio no pagamento de juros, Berlim tem enchido os cofres devido às receitas fiscais extremamente elevadas geradas pelo forte estado da economia, o que também tem contribuído para a redução das despesas com o financiamento. Entre 2010 e 2012, o governo emitiu menos 73 mil milhões de dívida do que o anteriormente planeado.

Os benefícios das baixas taxas de juro estão a tentar ser rentabilizados pelo Governo ao colocar no mercado mais dívida de longo prazo a taxas de juro favoráveis. Entre 2009 e 2012, a proporção da dívida a curto prazo com maturidades a menos de três anos caiu de 71% para 51%.

No ano em que explodiu a atual crise financeira, 2008, a Alemanha financiou-se nos mercados a 4,62% na dívida a longo prazo de 10 anos. Desde então, as yields têm vindo a cair, tendo recentemente registado o mínimo da última década: 1,21% para as obrigações a dez anos . Hoje, a dívida está a negociar à taxa de juro de 1,9% contrastando, por exemplo, com as yields portuguesas nos 6,39%.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje

Página Inicial

Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, com responsáveis da VW na apresentação do T-Roc. Fotografia: DR

Caldeira Cabral confiante em acordo com trabalhadores da Autoeuropa

Fátima Barros, presidente da Anacom
Fotografia: Álvaro Isidoro / Global Imagens

Operadores dificultam rescisões de contratos e Anacom divulga alternativas

Outros conteúdos GMG
Conteúdo Patrocinado
Alemanha ganhou 41 mil milhões de euros com crise na zona euro