Alemanha recusa dar mais tempo à Grécia e dá Portugal como exemplo

Philipp Rösler
Philipp Rösler

Philipp Rösler, ministro da economia alemão, voltou a sublinhar o que Angela Merkel já tinha dito: A Grécia tem de trabalhar em vez de pedir mais concessões. A justificação para uma posição tão inflexível é dada por Portugal.

Rösler diz que Portugal é o exemplo a seguir porque o “Governo foi capaz de gerar uma grande unidade e consenso nacional em torno das medidas”, factor que está a gerar “bons resultados”. “Conseguiram dar a entender que a meta não é poupar, e sim desenvolver reformas que tornem a economia competitiva e as estruturas em factores de crescimento”.

Atenas pediu ontem mais dois anos para cumprir os planos de reforma acordados. Na Alemanha o pedido não foi acolhido com simpatia, muito menos com boa vontade. O Governo alemão está a preparar uma visita a Antonis Samaras para a próxima semana. O objetivo é ajudar o país a cumprir. “Não podem haver reduções nas medidas. O cumprimento das regras é um factor chave para a credibilidade da zona euro e também dos outros países”, afirmou Rösler.

Mas no Governo alemão há quem defenda mais tempo para a Grécia. O ministro dos negócios estrangeiros, Guido Westerwelle, já afirmou, em entrevista ao Der Spiegel, que se deve ter em conta o tempo perdido com tantas eleições, e flexibilizar as metas. Ainda assim, também Westerwelle admite que “não se podem conceder mudanças substanciais nas reformas acordadas” no memorando de entendimento.

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