O CEO da Altice Portugal afirma que “o 5G é um paradigma a que Portugal precisa de estar atento”, destacando que não será só o consumidor a tirar partido desta tecnologia, mas também o mundo empresarial.
Questionado sobre se existe um atraso na implementação da próxima geração de rede móvel em Portugal, afirma que “há alguém que não tem feito o seu papel”. “A Altice Portugal está atenta, estamos prontos há muito tempo. Portugal hoje posiciona-se na cauda da Europa [no 5G]. Estamos neste momento ao nível a Bulgária ou do Chipre”, exemplifica.
“Os operadores de telecomunicações têm feito o seu papel, tal como os fornecedores de tecnologia, mas há alguém que não tem feito o seu papel.” “O regulador está focado em fait divers, não se focou nas suas responsabilidades e na estratégia nacional”, aponta, destacando que “todos falamos de 5G, mas se todas as indústrias falam sobre 5G deveria haver um plano estratégico para o 5G – algo que não existe.”
“Apesar de alguns players estarem a enterrar a cabeça na areia, há um atraso”, explica. “Relativamente ao atraso nas várias fases até à chegada ao 5G, o CEO da Altice Portugal aponta que ainda é possível “recuperar algum do tempo perdido”. “Se isso é a questão de ter uma cidade nacional ligada até ao verão do próximo ano podemos.”
Descrevendo que o 5G “é uma renovação e revolução na área das telecomunicações”, Alexandre Fonseca sublinha ainda que é uma área que está “muito dependente das competências”, apontando que é “importante que Portugal assuma como prioridade a literacia digital”.
