Turismo

Algarve aposta em atrair cada vez mais turistas em época baixa

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Volta ao Algarve em bicicleta é mais um dos argumentos da região para atrair turistas na época baixa. Resultados da estratégia já se veem.

O Algarve tem posto no terreno planos para atrair mais turistas na época baixa e os resultados já são notórios: “Em outubro de 2018 – tradicionalmente uma época intermédia – o aeroporto [de Faro] teve um número de passageiros mais alto que em agosto de 2015. Foram mais de 900 mil passageiros em outubro de 2018; em 2017, [ainda não há dados finais de 2018] 70% do aumento de dormidas na região aconteceu fora da época alta. Há sinais muito concretos [de que o Algarve tem cada vez mais procura fora da época alta] até pelo número de empresas – por exemplo de turismo de natureza – que está a crescer. Há cada vez mais oferta e isso só acontece porque há mais procura”, diz ao Dinheiro Vivo João Fernandes, presidente da Região de Turismo do Algarve.

A Volta ao Algarve em bicicleta, cuja próxima edição arranca no dia 20, é um dos pontos dessa estratégia. João Fernandes refere que o “turismo em bicicleta está a crescer em todo o mundo, sobretudo no norte da Europa, região onde estão os nossos principais mercados emissores de turistas”, como é o caso do Reino Unido, Alemanha e França. O programa 365 Algarve – que tem muitas atividades de cariz cultural – entra em ação de outubro a maio. O governo já indicou inclusivamente que a quarta edição desta iniciativa vai arrancar no próximo mês de outubro.

O desafio de 2019
O líder da Região de Turismo do Algarve não esconde que 2019 vai ser um “ano particularmente desafiante”, principalmente devido ao Brexit. É das ilhas britânicas que chega a maioria dos turistas que chega ao Algarve e os avanços e recuos no divórcio com a União Europeia, além da desvalorização da libra face ao euro, afasta os britânicos do destino nacional mais procurado.

O caminho passa por tentar captar cada vez mais visitantes de outros destinos. “Estamos a trabalhar na diversificação de mercados. Há muitos a responderem de forma positiva, como o francês, o italiano, o espanhol e até o nacional – que têm sido muito importantes para colmatar a quebra do britânico”.

Do outro lado do Atlântico também têm chegado boas notícias: têm vindo dos Estados Unidos, Canadá e Brasil mais pessoas para a região, registando estes mercados um crescimento na ordem dos 30%, embora o número de dormidas destes hóspedes fique aquém das dos britânicas, que habitualmente ficam mais tempo. “Apesar de terem uma base relativamente exígua, quando comparada com os grandes mercados de procura no Algarve, hoje, e como crescem com uma percentagem elevada, já são muito importantes para colmatar o decréscimo do mercado britânico”.

É, por isso, com algum otimismo que João Fernandes olha para este ano, acreditando ser possível que 2019 seja de consolidação dos “bons resultados de 2018”. “É bom lembrar que terminámos 2018 com uma perda – em relação ao melhor ano de sempre, 2017 – no aeroporto de [Faro] de 0,5%. E que crescemos mais de 4% em proveitos. É esse o caminho que queremos continuar em 2019: consolidar o nível de procura mas crescer em valor, atenuando a sazonalidade e concorrendo para uma procura que se espalhe mais a todo o território”.

 

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