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Alimentação correta pouparia 500 milhões de euros a Portugal

Obesidade

O maior peso dos custos da obesidade tem uma origem nos tratamentos e na prestação de cuidados de saúde, segundo economista Álvaro Almeida.

Estima-se que a obesidade custe 500 milhões de euros por ano em Portugal, um valor que pode duplicar, de acordo com Álvaro Almeida, professor associado da Faculdade de Economia do Porto. “Trata-se de uma doença onde a carga nutricional tem um efeito mais importante”, motivo que levou o também consultor a analisar o potencial de retorno económico associado à nutrição.

“Num cenário limite, se a nutrição permitisse acabar com a obesidade, poder-se-ia eliminar esse custo”, sustenta o professor que irá defender esta ideia no Congresso da Associação Portuguesa de Nutrição, quinta e sexta-feira, na Alfândega do Porto.

Segundo o economista, o maior peso dos custos da obesidade tem uma origem direta, nomeadamente, nos tratamentos e na prestação de cuidados de saúde, incluindo as despesas hospitalares e as relacionadas com os profissionais de saúde. A essa componente há que juntar os custos indiretos, relacionados com a perda de produtividade decorrente das paragens por doença.

Impacto na qualidade de vida
Os 500 milhões de euros, “valor que resulta do cruzamento de dados a nível nacional e internacional, poderia ser reduzido com a intervenção nutricional, tendo também em conta a quantidade de doenças associadas à obesidade, como a diabetes ou a hipertensão”, alerta do professor.

O impacto na economia seria ainda mais relevante se fosse tido em conta o efeito da melhoria nutricional na qualidade de vida das pessoas, acrescenta Álvaro Almeida.

Segundo estimava do Institute of Health Metrics and Evaluation (IHME), em 2015, “mais de 26% da carga global da doença em Portugal era atribuível a fatores de risco, como a tabagismo, consumo de álcool, hábitos alimentares e inatividade física. Obesidade, colesterol elevado e diabetes estão entre essas doenças”. “Quanto melhor a qualidade de vida do cidadão, menores são os custos com os tratamentos destas doenças”, conclui o professor.

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