Alojamento Local. GuestReady sem medo do OE quer duplicar portefólio em Portugal

Gestora de alojamento local está a "desenvolver soluções" para acautelar as mudanças legislativas.

Em casa taxada, alternativas à porta. Em 2020, o Governo pretende agravar a carga fiscal dos alojamentos locais situados em zonas de contenção, o que tem gerado críticas no setor. A GuestReady, uma das principais gestoras de alojamentos de curta duração a operar em Portugal, também está a fazer as contas, e a desenhar uma estratégia para enfrentar o que aí vem.

"Creio que todo o mercado de Alojamento Local (AL) está na expectativa da decisão final, que se for aprovado vai inevitavelmente afetar os proprietários com apartamentos dentro da zona de contenção", aponta ao Dinheiro Vivo Vanessa Vizinha, diretora-geral da GuestReady para o mercado português.

Face à instabilidade legislativa, a responsável admite que a GuestReady, "enquanto empresa e aliada dos proprietários, está pronta para trabalhar conforme a legislação e prepará-los para o que virá". Caso o agravamento fiscal do AL nas zonas contenção seja aprovado, e também para fazer face "aos desafios do AL em geral", a gestora garante estar preparada. "Estamos a desenvolver soluções que permitam aos proprietários adaptarem-se ao mercado".

Desde que se instalou em Portugal, no final de 2018, a GuestReady recebeu perto de 32 mil hóspedes, distribuídos entre as 315 propriedades que a empresa gere em Lisboa e no Porto, o que se traduz em 12 mil reservas e cerca de 47 mil noites. No total, são 205 os proprietários de casas em Portugal que entregaram a gestão do alojamento local à startup de origem suíça.

A maior parte dos proprietários são portugueses (57%), mas desde que empresa adquiriu a concorrente BnBLord, no ano passado, ganharam expressão os senhorios franceses.

Em 2020, a GuestReady afirma ter "planos de crescimento ambiciosos" para Portugal. "Estamos a investir em mercados existentes, além de procurar expandir para novas cidades. Este ano esperamos duplicar o nosso portefólio de propriedades sob gestão", revela a responsável.

Além de Portugal, a GuestReady opera no Reino Unido, França, Emirados Árabes Unidos, Malásia e Hong Kong. O mercado português é o terceiro com o maior número de propriedades, sendo "um dos principais mercados" da startup.

"É um destino turístico popular e não só. Também é, cada vez mais, um polo empresarial. Aqui se estabelecem grandes empresas de tecnologia como a Google e há, ainda, várias startups a abrir escritórios em Lisboa, o que contribui para o crescimento e interesse do destino", resume Vanessa Vizinha.

A nível global, a empresa trabalha com três mil proprietários e já fez check-in a 283 mil hóspedes, num total de 465 mil noites reservadas. O próximo patamar da startup passa por fazer crescer uma nova plataforma em que as reservas são feitas diretamente com a empresa, e não através de portais intermediários.

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