Turismo

Alojamento local pode gerar impacto económico de 412 milhões

Fotografia: Orlando Almeida/ Global Imagens
Fotografia: Orlando Almeida/ Global Imagens

O alojamento local tem um peso “inegável” no turismo e na economia e este ano poderá gerar um impacto económico de quase 412 milhões de euros em Portugal, segundo estimativas de um estudo hoje divulgado.

Trata-se do primeiro barómetro nacional sobre o perfil do viajante português que privilegia o alojamento local para férias e que foi feito pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias para a plataforma “online” especialista em alojamentos para férias HomeAway.

Segundo o estudo, a que a Lusa teve hoje acesso, estima-se que os gastos totais associados ao alojamento local em Portugal este ano gerem um impacto económico de cerca de 411.919.000 euros, sendo 133.643.000 euros relativos a gastos com reserva de alojamento e 278.276.000 euros a outras despesas durante a estadia.

O estudo também estima que este ano 1,7 milhões de viajantes residentes em Portugal fiquem hospedados num alojamento local pelo menos uma vez e que o valor médio total por estadia e por pessoa seja de 737 euros.

O valor médio total engloba gastos médios de 354 euros com a reserva de alojamento local e de 383 euros com outras despesas durante a estadia, como alimentação e transportes, que implicam “um gasto direto no comércio local e um impacto positivo na economia nacional”, frisa o estudo.

“Tendo em conta o somatório dos benefícios diretos e indiretos, o peso do alojamento local no turismo e na economia [em Portugal] é inegável”, refere o estudo.

Por outro lado, o alojamento local é uma atividade “em franco crescimento” e “responsável pela criação e pela manutenção de postos de trabalho, pela valorização imobiliária e pela recuperação urbana, pela geração de valor para as autarquias, através da taxa turística”, e dá um “forte contributo para o aumento sustentado da oferta turística da marca/país Portugal”.

Segundo a HomeAway, o estudo, “pioneiro em Portugal”, visa “fornecer uma radiografia precisa sobre os hábitos e costumes” do utilizador de alojamento local e divulgar dados que “irão ajudar a compreender melhor as especificidades do setor”.

As conclusões do estudo resultam de dados recolhidos durante os meses de setembro e outubro deste ano junto de um universo composto por residentes em Portugal, de ambos os sexos, com idades entre 18 e 65 anos, que ficaram num alojamento local, em território nacional, pelo menos uma vez, entre agosto de 2016 a agosto de 2018.

Segundo o estudo, naquele período, os principais utilizadores de alojamento local em Portugal foram famílias (41,30%), seguindo-se casais (34,90%) e grupos de amigos (18,5%), sendo que a maioria dos inquiridos (83%) utilizou esta opção de estadia entre uma a quatro vezes.

Os viajantes preferiram o alojamento local para estadias mais longas e destinos nacionais, nomeadamente o Algarve (27,1%), o Norte (24,5%) e o Centro (21,1%).

As estadias em alojamento local duraram até sete dias, a estadia média foi de 4,6 dias, o número médio de turistas presentes num alojamento local foi de 3,88 e o apartamento foi o tipo de alojamento local preferido pelos viajantes (42,7%).

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