Philip Morris

Alternativa ao fumo? “Há muita informação enganadora”

Foto: REUTERS/Fabrizio Bensch
Foto: REUTERS/Fabrizio Bensch

Jacek Olczak, chefe operacional da PMI, revela conclusões do Livro Branco sobre acesso a informação relativa a produtos alternativos ao cigarro.

Um mundo sem fumo é o novo caminho tomado pela Philip Morris International (PMI) mas as barreiras no caminho desse objetivo continuam a ser muitas. “Está a ser difundida muita informação enganadora sobre os produtos sem combustão e fumo, que naturalmente gera confusão entre os fumadores. É esse um dos maiores obstáculos com que se confronta o mundo para se tornar livre de fumo”, lamenta Jacek Olczak, chefe operacional da PMI.

De acordo com o Livro Branco Unsmoke: Clearing the Way for Change (Desfumar: Desimpedir o Caminho para a Mudança), divulgado hoje pela PMI, de que a Tabaqueira é subsidiária, e que identifica algumas das barreiras que impedem os fumadores de ponderarem alternativas sem combustão e fumo em vez de continuarem a fumar, as pessoas reconhecem “a necessidade de se encetar um diálogo construtivo sobre a melhor forma de tornar os cigarros em algo pertencente ao passado”.

O futuro da PMI passa por um mundo sem fumo. Saiba como, aqui

Mas se quatro em cada cinco inquiridos concorda com esse objetivo, são pouco mais de metade os fumadores adultos que se dizem adequadamente informados para fazer uma escolha por produtos sem combustão e fumo. “Em Israel, só um em cada quatro (25 %) afirmou ter todas as informações necessárias; também na Austrália esta percentagem ficou abaixo dos 50 % (43 %). Se compararmos estes números com os de Hong Kong (66 %), de Itália (64 %) e do Brasil (62 %), verificamos que a diferença de conhecimento é significativa”, revela o documento, baseado nos resultados de um grande estudo internacional encomendado pela PMI à Povaddo (empresa independente de sondagens da opinião pública, que levou a cabo um estudo em 13 países, junto de um universo de mais de 16 mil adultos entre os 21 e os 74 anos, sobre o impacto de fumar nas relações interpessoais e da falta de informação fidedigna acerca de produtos sem combustão e sem fumo).

“Estes são os resultados da maior sondagem intercultural jamais efetuada sobre os impactos que fumar tem ao nível das relações interpessoais”, sublinha Marian Salzman, vice-presidente sénior para a área da Comunicação Global da PMI. “A verdade é que existem melhores opções para os fumadores adultos que não deixam de fumar”, sublinha Jacek. “É urgente iniciar um diálogo construtivo e global sobre estas alternativas, fundamentado em investigação e evidência científicas”, conclui Jacek Olczak.

Planos para reconverter fábricas incluem a Tabaqueira. Leia aqui

Com efeito, de acordo com o Livro Branco, a apetência existente por informação fidedigna é grande. “90% dos inquiridos tem conhecimento da existência de cigarros eletrónicos e quase sete em cada dez fumadores (68%) confiram que seria mais provável ponderarem uma substituição das suas atuais preferências de consumo por melhores alternativas, como os cigarros eletrónicos ou os produtos de tabaco aquecido, caso dispusessem de informação mais clara sobre as diferenças entre estes e os cigarros”.

No que respeita à perceção do movimento promovido pela PMI de desfumar o mundo, o documento revelou que fumadores e não fumadores concordam que deixar por completo os cigarros e a nicotina constitui a melhor opção, mas o recurso a alternativas sem combustão e fumo “pode impactar menos negativamente as relações interpessoais”. “Quase metade dos antigos fumadores (48%) que mudaram para esse tipo de alternativas confirmaram que melhoraram as suas relações com familiares e 45% declararam que as suas vidas sociais se alteraram para melhor em resultado dessa mudança.” Também a vida social melhora, conclui-se: mais de dois terços dos não-fumadores (69%) afirmam que não gostam de ir a casa de fumadores por se sentirem desconfortáveis em ambientes com fumo e mesmo fora de casa, “77% referem que o pior é o cheiro a cigarros que emana da roupa dos fumadores”.

“Estamos a criar um movimento para ajudar o desfumar mundo”, reflete Marian Salzman. “Estes resultados mostram-nos que existem valores sociais diferentes, mas, mais importante do que isso, sublinham as similitudes de abordagens que irão ajudar a iniciativa desfumar o seu mundo (#unsmokeyourworld) a disseminar-se de pessoa para pessoa, de cidade para cidade e de fumador para não-fumador, em direção à concretização de uma mudança global”, conclui.

O Livro Branco Unsmoke: Clearing the Way for Change está disponível para consulta aqui.

Leia também: Os portugueses que querem acabar com o fumo

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
A ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho (D), e o secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita (E). Fotografia: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Salário mínimo de 635 euros? Dos 617 dos patrões aos 690 euros da CGTP

concertação

Governo sobe, sem acordo, salário mínimo até 635 euros em 2020

concertação

Governo sobe, sem acordo, salário mínimo até 635 euros em 2020

Outros conteúdos GMG
Alternativa ao fumo? “Há muita informação enganadora”