Altice "não será responsável por eventual desligamento do SIRESP"

Altice lembra que Estado ainda negoceia compra da posição no SIRESP.

Altice sublinha que "não é nem será responsável por um eventual desligamento" da rede de emergência e lembra que Estado ainda negoceia compra da posição no SIRESP.

"A Altice Portugal reafirma que garantirá, como prestador de serviços à SIRESP SA, todos os serviços de rede necessários à segurança das populações. Ao contrário do que alguns afirmam, a Altice Portugal não é nem será responsável por um eventual desligamento do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal."

Começa assim o esclarecimento enviado nesta noite aos media, na sequência do debate de urgência que decorreu esta tarde no Parlamento e "face à gravidade das falsidades hoje transmitidas".

Leia mais aqui sobre o que foi dito no Parlamento

Detida em 52,1% pela Altice Portugal, em 33% pelo Estado e em 14,9% pela Motorola Solutions, a rede SIRESP deveria ter sofrido alterações na sua gestão depois de, pós os incêndios de 2017, o governo ter aprovado em Conselho de Ministros um novo contrato com a entidade gestora que deveria ter entrado em funcionamento em 2018. Essa alteração contratual, porém, foi, por duas vezes chumbada pelo Tribunal de Contas.

Há duas semanas, depois de a rede SIRESP ter ameaçado parar os seus equipamentos de redundância devido a uma dívida de 11 milhões de euros do Estado, o governo e a entidade gestora do sistema de emergência iniciaram negociações no sentido de o Estado assumir uma posição de controlo da empresa -- que ainda não produziram efeito. Pelo que o BE veio questionar o governo sobre a capacidade de a rede funcionar devidamente na próxima época de incêndios, bem como sobre as razões para "o processo ainda não estar concluído passado duas semanas", questões que o secretário de Estado, no Parlamento, desvalorizou.

O governante frisou que as reuniões realizadas no ano passado e neste ano pelo conselho de utilizadores "não registou uma única falha", nem "uma única queixa" e esclareceu os deputados que o SIRESP "não serve só para fogos", sendo usado diariamente por 40 mil utilizadores distribuídos por mais de 125 entidades, além das 433 corporações de bombeiros. E assegurou que estão garantidas as "condições para que todos os agentes da proteção civil continuem a trabalhar e para continuar a assegurar a segurança dos portugueses".

"A Altice Portugal sempre considerou que a rede SIRESP se reveste de grande relevância para o país", esclarece agora também a operadora, sublinhando que vem "defendendo a necessidade de investimentos adicionais em soluções de redundância, que planeou, desenhou e implementou, nomeadamente através da Rede de Transmissão via Satélite e de Redundância de Energias após solicitação da SIRESP SA, em consequência de pedido direto do Ministério da Administração Interna".

Altice garante que segurança do SIRESP nunca será posta em causa. Saiba mais aqui

Considerando estar para lá de possíveis dúvidas o sucesso destes passos, que trouxeram melhorias da qualidade, robustez e eficácia do SIRESP -- "com uma considerável redução da área ardida, com 100% de eficácia durante incêndios e intempéries, resultados esses amplamente elogiados e reconhecidos pelo país e pelas autoridades, incluindo autarcas e membros do atual governo" --, a Altice Portugal "reafirma que a garantia da segurança dos portugueses foi, até hoje, a principal preocupação" e que é "totalmente alheia ao contexto financeiro a que chegou" a rede de emergência.

"A Altice Portugal nunca fechou a porta ao diálogo com o Estado, pelo contrário, sempre demonstrou toda a disponibilidade e abertura para discutir a proposta do governo para a compra da sua posição acionista, encontrando-se ainda em processo negocial", frisa a companhia, reafirmando-se como uma "empresa responsável e contrária ao alarme social", para justificar o facto de apenas agora se pronunciar sobre este assunto.

"A Altice Portugal vai continuar concentrada no que é importante: investir, dar emprego e criar valor, sem jogos de poder ou de bastidores."

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