Álvaro em tom de despedida há duas semanas: “Temos que baixar impostos rapidamente”

Álvaro Santos Pereira
Álvaro Santos Pereira

O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, pode estar de saída do Governo e há duas semanas, antes de Cavaco congelar a remodelação, aproveitou para fazer em SInes o balanço dos dois anos que esteve no Executivo, mas também deixou recados e orientações sobre o que vai ser preciso continuar a fazer.

“Temos as exportações a crescer 12% no último trimestre face ao período homólogo, o que mostra a grande vitalidade do nosso sector exportador e que os portugueses estão a responder a crise arregaçando as mangas”, disse no arranque da sua intervenção.

E acrescenta: “Estes números vêm em linha com os indicadores da nossa economia e que mostram que o primeiro trimestre foi o primeiro em que tivemos crescimento positivo nos últimos 12 ou 13 trimestres, o que quer dizer que começamos a ter os primeiros sinais de que os sacrifícios dos portugueses não

foram em vão, que o ajustamento português está a acontecer e que os portugueses estão

a responder com grande patriotismo à crise”.

Álvaro repara ainda que estes indicadores estão em linha com os do desemprego, onde também se registou uma melhoria. “O desemprego registado desceu nos últimos cinco meses. Em maio desceu em 25 mil pessoas e em junho em mais 13 mil pessoas, ou seja, quase 39 mil pessoas saíram do desemprego registado o que aconteceu pelo aumento das ofertas de emprego e também pelas medidas que tomámos com os parceiros sociais”.

É exactamente para que se possa continuar com este trabalho que Santos Pereira deixa algumas orientações. “A aposta tem de ser no emprego e na reindustrialização. A aposta tem de
ser numa economia competitiva, menos burocrática e com menos impostos. Temos que baixar impostos o mais rapidamente possível, temos de cortar
na burocracia, nos pequenos poderes que existem, quer ao nível do Estado central quer do Estado local, e acima de tudo o nosso Estado tem de estar
ao lado dos empresários e deixar de ser um entrave ao
desenvolvimento empresarial”, disse na reta final da sua intervenção.

Que rematou com uma ideia muito sua e que tem vindo a promover nos últimos dois anos: “É com investimento e com a aposta nas exportações que vamos combater o principal flagelo que é desemprego”.

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