Ambiente

Ambiente quer câmaras a decidir sobre limites de veículos a partir de 2020

Fotografia: MANUEL DE ALMEIDA/ LUSA
Fotografia: MANUEL DE ALMEIDA/ LUSA

Municípios poderão ter o poder de decidir sobre circulação de carros a gasóleo ou a gasolina na próxima legislatura, defende João Matos Fernandes.

As autarquias poderão ganhar o poder de restringir a circulação de carros a gasóleo ou a gasolina dentro dos municípios a partir da próxima legislatura. A posição foi defendida pelo ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Matos Fernandes, esta terça-feira, na apresentação do Roteiro para a Neutralidade Carbónica, em Lisboa.

“Podemos falar em ‘proibições’ de circulação de veículos a gasóleo ou a gasolina. Sou até dos que pensa que já na próxima legislatura deverá ser dada às autarquias, por Lei, o poder de definir localmente políticas específicas neste domínio”, adiantou João Matos Fernandes durante a apresentação do documento, na Fundação Calouste Gulbenkian.

Até agora, em Portugal, nenhum município definiu restrições municipais de circulação de veículos, apesar de essa começar a ser uma prática adotada por cidades como Madrid. No centro da capital espanhola, por exemplo, não podem circular veículos exclusivamente movidos a combustão. A mesma prática começa a ser seguida por algumas cidades alemãs, que limitam a circulação de veículos a gasóleo.

Em Portugal, para já apenas Lisboa impôs restrições à circulação de carros, conforme a idade dos veículos – só podem entrar veículos pós-1996 ou pós-2000 conforme as zonas da capital.

Portugal quer chegar a essa neutralidade em 2050 e as metas e medidas para atingir esse objetivo compreendem, por exemplo, a eletrificação de todos os setores, o abandono dos combustíveis fósseis em favor das energias renováveis, impulsionado pelo crescimento da produção solar e eólica, a redução das emissões da indústria ou a redução dos resíduos urbanos.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
O ensino profissional é uma das áreas em que Portugal se posiciona pior na tabela do IMD World Talent Ranking 2019. Fotografia: Miguel Pereira/Global Imagens

Portugal é 23º no ranking mundial de talento. Caiu seis posições

O ensino profissional é uma das áreas em que Portugal se posiciona pior na tabela do IMD World Talent Ranking 2019. Fotografia: Miguel Pereira/Global Imagens

Portugal é 23º no ranking mundial de talento. Caiu seis posições

NUNO VEIGA / LUSA

Governo apresentou queixa contra 21 pedreiras em incumprimento

Outros conteúdos GMG
Ambiente quer câmaras a decidir sobre limites de veículos a partir de 2020