Bares e discotecas poderão abrir em outubro

O primeiro-ministro indicou nesta quinta-feira que as discotecas e os bares só devem abrir quando 85% da população estiver com a vacinação completa, algo estimado para outubro, ou seja na Fase 3.

Ana Laranjeiro
O primeiro-ministro, António Costa, intervém durante a conferência de imprensa no final da reunião do Conselho de Ministros © Miguel A. Lopes/Lusa

Os bares e as discotecas devem continuar encerrados por mais dois meses. O primeiro-ministro, António Costa, indicou esta quinta-feira, 29 de julho, que os bares e as discotecas devem só abrir na terceira fase da abertura da sociedade. O governo estima que esta terceira fase ocorra em outubro quando 85% da população tenha a vacinação completa.

Ainda assim, e quando as discotecas e bares puderem abrir portas, a entrada dos clientes estará dependente da apresentação do certificado digital ou um teste negativo. Também nesta terceira fase - prevista para o arranque do quarto trimestre - os restaurantes deixam de estar com limitação ao nível do número de pessoas por grupo. Deixa ainda de haver uma limitação ao nível da lotação.

"Prevemos que, no mês de outubro, seja possível atingir a meta de termos 85% da população com vacinação completa. Nessa fase, será possível que os bares e discotecas possam reabrir com a frequência a exigir a utilização de certificado digital ou teste negativo. Os restaurantes deixam de estar sujeitos a uma limitação máxima de pessoas por grupo e por fim deixará de haver limitação da lotação de utilização dos diferentes recintos", disse o primeiro-ministro, em conferência de imprensa após o encontro do Conselho de Ministros nesta quinta-feira.

Os bares e discotecas são assim das últimas atividades a reabrir, de acordo com o calendário previsto para a "libertação" da sociedade portuguesa. A primeira arranca no domingo, 1 de agosto, e a partir daí deixa de haver limitação horária de circulação na via pública. Os eventos desportivos podem ter público (sujeito a regras a definir pela DGS), permitindo assim que as várias competições que vão começar nas próximas semanas possam ter assistência, embora caiba às autoridades de saúde definir as condições. Os espetáculos culturais podem realizar-se com 66% lotação. Além disso, os casamentos e batizados e outros eventos do género podem realizar-se com lotação de 50%. Os equipamentos de diversão - como carrosséis e jogos itinerantes -, podem operar, de acordo com as regras da DGS, em local autorizado pelo município.

E, em termos laborais, o teletrabalho deixa de ser obrigatório mas é recomendado. Por outro lado, e durante esta primeira fase, os bares e discotecas vão continuar de portas fechadas. As festas e romarias vão continuar proibidas porque, explicou o chefe de Governo, são eventos que levam a uma aglomeração de pessoas.

A segunda fase, previsivelmente, pode arrancar no início de setembro quando 70% da população tiver a vacinação completa. A partir daí, o governo prevê que deixe de ser obrigatório o uso de máscara na via pública. Os casamentos e batizados passam a poder realizar-se com lotação de 75%. E os espetáculos culturais podem ter 75% lotação. Os transportes públicos deixam de ter limites de capacidade e os serviços públicos passam a funcionar sem necessidade de marcação prévia.

"Estimamos que, no início de setembro, possamos atingir a segunda fase, com 70% da população vacinada com a vacinação completa. Nessa fase, para além das medidas que entram em vigor na primeira fase, será possível deixar o uso obrigatório de máscara na via pública, salvo em situações de ajuntamento. Os casamentos e batizados e outras festividades passaram a ter uma lotação de 75% e os espetáculos culturais passaram a ter uma lotação de 75%. Também nesta fase, os transportes públicos deixam de ter limitação na sua lotação e os serviços públicos poderão passar a funcionar sem marcação previa", afirmou António Costa.

E, por fim, na terceira fase, que poderá acontecer em outubro, os bares e discotecas passam a poder abrir, mas os clientes têm de apresentar um certificado digital ou teste negativo.

António Costa indicou ainda que "a task force da vacinação já nos habituou a podermos ter confiança na programação da vacinação, não obstante os sobressaltos que nunca podemos evitar ou garantir que não existam - como já existiram no passado - mas tem sido sempre possível ultrapassá-los e recuperar atrasos que aconteceram por incumprimento das obrigações contratuais da entrega atempada das vacinas".

O primeiro-ministro acrescentou que: "se tivermos a felicidade de as datas indicadas para completar cada uma destas datas da vacinação ser concluída mais cedo, as restrições também podem ser eliminadas mais cedo".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG