CDS defende lítio "caso a caso" em feira de enchidos de Montalegre

"Deve ser visto caso a caso, de maneira que o potencial económico extraordinário deste minério rico seja conciliado com as comunidades locais", disse Francisco Rodrigues dos Santos, em campanha.

Dinheiro Vivo/Lusa
Francisco Rodrigues dos Santos, presidente do CDS-PP © ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O presidente do CDS-PP visitou, este domingo, a Feira do Fumeiro, em Montalegre, onde defendeu que a exploração de lítio "pode ser uma oportunidade" para o país, mas deve ser avaliado "caso a caso", recusando uma "prospeção cega".

De banca em banca, todas recheadas de enchidos, alguns dos quais levou para casa, Francisco Rodrigues dos Santos pediu a quem encontrou que ajude o CDS com o seu voto e aproveitou para garantir que o partido "defende o mundo rural".

Já em declarações aos jornalistas, e questionado sobre a exploração de lítio, respondeu que não tem "uma posição contra".

"Acho que deve ser visto caso a caso, de maneira que o potencial económico deste minério rico, que pode ser uma oportunidade para o nosso país, seja conciliado com as comunidades locais, na preservação dos ecossistemas, avaliado bem o interesse económico que pode ter para cada região e, sobretudo, abrir explorações mediante termos verdadeiramente controlado do ponto de vista da sustentabilidade ambiental e que tenham realmente interesse", defendeu.

Apontando que "o CDS não é fundamentalista relativamente a esta matéria", o líder centrista considerou que "o bom senso deve presidir à tomada de decisões".

Sim, mas talvez não, depende

"Eu acho que o lítio é um minério rico que pode ter um potencial económico extraordinário para o crescimento da nossa economia, mas que não deve ser um investimento e uma prospeção cega", salientou, apontando que "tem que obedecer a critérios de sustentabilidade ambiental, de preservação dos ecossistemas e, sobretudo, da avaliação económica que justifique de facto esse investimento e a criação de valor, de riqueza e de postos de trabalho para a região".

Caso não seja "possível estabelecer esse equilíbrio" e se "se demonstrar que é penoso e prejudicial para as comunidades avançar, não se deve avançar", continuou Francisco Rodrigues dos Santos.

"Se de facto se estabelecer este acordo e se vir que há vantagem em fazê-lo, eu creio que devemos avançar. Agora, é uma avaliação que tem de ser feita caso a caso", defendeu.

Na ocasião, o líder do CDS-PP aproveitou também para criticar a líder do PAN por "mais um ataque aos caçadores" quando "diz que são responsáveis pelos declínios nas espécies".

"Este é um discurso perigoso, é uma agenda ditatorial que quer destruir o mundo rural, e eu estou aqui em defesa desse modo de vida, dos agricultores, dos caçadores, dos produtores de animais, porque de facto eles são os verdadeiros ambientalistas, são os que preservam o ambiente defendem a coesão do nosso território", salientou.

Francisco Rodrigues dos Santos frisou ainda que os caçadores "não são terroristas, são verdadeiros gestores da biosfera", e o "argumento de que são responsáveis pelo declínio das espécies é um absurdo e uma mentira".

Nesta área, o CDS quer "uma estratégia para potenciar o valor económico do setor da caça em Portugal, de maneira que ele potencie ainda mais a criação de valor, de riqueza, crie postos de trabalho e ajude a dinamizar o interior do nosso país e a promover a coesão do território".

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