Cinco entidades desenvolvem leggins para a recuperação muscular

Peça de vestuário terá incorporadas estruturas têxteis com sistemas inteligentes de eletroestimulação, aquecimento, massagem e compressão localizados

Dinheiro Vivo
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O centro de investigação CeNTI e mais quatro entidades - Tintex, Hata, Citeve e a Faculdade de Desporto da Universidade do Porto - estão a desenvolver umas leggings que, segundo os promotores do projeto, "irão permitir otimizar e acelerar o processo de recuperação muscular após a prática de exercício físico".

A peça de vestuário em estudo será composta por estruturas têxteis avançadas com sistemas de eletroestimulação, aquecimento e massagem e compressão localizados, especifica o CeNTI - Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes, sediado em Vila Nova de Famalicão.

"Estes sistemas inteligentes atuam ao nível da estrutura têxtil, sendo a combinação de ambos o aspeto diferenciador face a outras soluções comerciais. Para o desenvolvimento dos sistemas de massagem e compressão serão integrados, por processos têxteis, materiais com memória de forma; para o desenvolvimento dos sistemas de eletroestimulação serão incorporados, por processos têxteis, fios condutores e, para a criação dos sistemas de aquecimento, serão incluídos, na estrutura têxtil, circuitos de aquecimento através de eletrónica impressa", revelam os investigadores.

Segundo os responsáveis pelo projeto, designado por Wear2Heal, "a componente wearable destas tecnologias permite a utilização das leggings no domicílio, sem dependência de terceiros para o seu manuseamento".

De momento, os investigadores ainda não têm um prazo para a entrada do produto no mercado, estando por agora na fase de prototipagem e validação/otimização. No entanto, asseguram que "há um elevado interesse do consórcio em comercializar as soluções desenvolvidas".

A colocação no mercado ficará a cargo da empresa Tintex que, além dos mercados onde já se afirma - Portugal, Alemanha, Suécia, entre outros -, "pretende dinamizar novos mercados, como os Estados Unidos da América e Japão, por serem países com elevado potencial económico e propensos à aquisição de novos produtos e de elevada qualidade".

As estruturas têxteis avançadas usadas nas leggins poderão vir a ser aplicadas, no futuro, noutras peças de vestuário, dizem os investigadores, argumentando que a escolha daquela peça teve a ver com o facto de serem "um dos tipos de vestuário mais utilizados durante a prática desportiva".

O Projeto Wear2Heal iniciou-se em julho de 2019 e termina em dezembro deste ano.

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