EUA podem crescer menos que a zona euro, mas Fed está confiante na "boa forma" da América

Taxa de juro de referência da Fed (Fed Funds) está hoje em 1,75%, bem distante dos 0% do BCE, que entretanto revelou que vai começar a subir em julho, para 0,25%. É o nível onde estava a Fed há um ano, em junho de 2021.

Luís Reis Ribeiro
WASHINGTON, DC - JUNE 22: Jerome Powell, Chairman, Board of Governors of the Federal Reserve System testifies before the Senate Banking, Housing, and Urban Affairs Committee June 22, 2022 in Washington, DC. Powell testified on the Semiannual Monetary Policy Report to Congress during the hearing. Win McNamee/Getty Images/AFP == FOR NEWSPAPERS, INTERNET, TELCOS & TELEVISION USE ONLY == © AFP

A economia norte-americana, a maior do mundo, deverá crescer 1,7% este ano em termos reais e o mesmo em 2023, previu a Reserva Federal (Fed), agora em junho. É menos do que a projeção de 2,8% avançada pelo Banco Central Europeu (BCE) para a zona euro, revelada também este mês.

No entanto, o presidente da Fed, Jerome Powell, congratulou-se, esta quarta-feira, no Fórum BCE, em Sintra, que os Estados Unidos estão em "boa forma" e que por isso devem aguentar bem a subida dos juros no país, que aliás começou muito mais cedo do que na zona euro, já lá vai há um ano.

A taxa de juro de referência da Fed (a Fed Funds) está hoje em 1,75%, bem distante dos 0% do BCE, que entretanto revelou que vai começar a subir em julho, para 0,25%. Este é o nível em que estava a Fed há um ano, em junho de 2021.

Powell destacou ainda a "posição financeira muito forte" das famílias e empresas americanas, o nível reduzido de insolvências e os baixos níveis de desemprego do país, que rondarão os 4% da população ativa este ano, segundo as contas da Fed.

Assim, a Fed estaa convencida de que ehh possivel continuar a subir juros, "abrandando o crescimento, mas dando hipótese de recuperar ao lado da oferta".

O otimismo do banqueiro central prende-se com o facto de a economia dos EUA já estar a acomodar subidas de juro há algum tempo, bem antes desta fase aguda da crise. Isso pode ajudar a explicar a previsão de crescimento mais baixa, mas também a inflação mais reduzida prevista para 2022.

A Fed diz que o avanço dos preços rondará os 5,2% este ano e 2,6% no ano que vem (previsões divulgadas agora em junho).

O BCE, com os juros ainda em 0%, prevê 2,8% de crescimento na zona euro, mas combinada uma inflação muito superior e problemática de 6,8% este ano e de 3,5% no próximo, segundo os últimos cenários de Frankfurt (também feitos agora em junho).

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