Fed mantém taxas de juro e aponta para uma redução dos estímulos

Primeira subida das taxas de juro pode ocorrer no próximo ano, mais cedo do que previa até agora.

Dinheiro Vivo/Lusa
Presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, Jerome Powell © EPA/MICHAEL REYNOLDS

A Reserva Federal (Fed) deixou esta quarta-feira as taxas de juro inalteradas e indicou que pode começar a reduzir em breve o ritmo das suas compras mensais de ativos se a economia norte-americana continuar a melhorar.

As decisões foram anunciadas em comunicado pelo banco central norte-americano após uma reunião de dois dias.

A Fed reviu em alta as previsões de inflação para este ano e baixou as previsões de crescimento, alertando que a variante Delta está a abrandar a recuperação.

Segundo as novas previsões, a inflação deverá atingir 4,2% este ano (contra 3,4% previstos em junho) antes de baixar para 2,2% em 2022.

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o banco central norte-americano antecipa para 2021 um aumento de 5,9% contra os 7% que antecipava em junho.

A taxa de desemprego foi atualizada em alta e passou para 4,8%, quando em junho se previa que ficasse em 4,5%.

Desde o início da pandemia, a Fed compra mensalmente dívida no valor de 120 mil milhões de dólares para apoiar a economia e mantém as taxas de juro em níveis muito baixos.

Em março de 2020, as taxas de juro diretoras foram reduzidas e permanecem desde então entre 0% e 0,25%.

Quanto a uma primeira subida das taxas de juro, o banco central indicou que pode ocorrer no próximo ano, mais cedo do que previa até agora.

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