Frente Comum confirma greve na função pública a 12 de novembro

Para o sindicalista Sebastião Santana, a proposta de OE2022 "não dá resposta aos problemas dos trabalhadores" e o aumento salarial de 0,9% previsto no documento não é suficiente.

Dinheiro Vivo/Lusa
Mário Nogueira, Manuel Rodrigues, Arménio Carlos e Ana Avoila na faixa que encabeça o protesto organizado pela Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública. Partiu da Rotunda do Marquês de Pombal e termina em frente à Assembleia da República. O protesto decorre no mesmo dia em que foi aprovado o orçamento de estado para 2015 © Reinaldo Rodrigues Global Imagens

A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública confirmou esta segunda-feira a realização de uma greve nacional dia 12 de novembro, para exigir ao Governo que altere a proposta de Orçamento do Estado para 2022 (OE2022).

A greve foi aprovada numa reunião da coordenadora da Frente Comum realizada hoje e anunciada pelo dirigente da estrutura sindical Sebastião Santana, em conferência de imprensa, em Lisboa, na sede do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses.

Para o sindicalista, a proposta de OE2022 "não dá resposta aos problemas dos trabalhadores" e o aumento salarial de 0,9% previsto no documento não é suficiente.

Segundo Sebastião Santana, a greve afeta "todos os setores" da administração pública, sendo esperada uma "resposta muito firme dos trabalhadores a este Governo".

"Estamos em crer que vai ser uma grande jornada de luta e que contribuirá para que o Governo altere as suas posições", afirmou Sebastião Santana.

A Frente Comum exige aumentos de 90 euros para todos os trabalhadores e um salário mínimo de 850 euros na administração pública.

O relatório que acompanha a proposta de OE2022, entregue há uma semana pelo Governo no parlamento, prevê aumentos salariais de 0,9% para a generalidade dos funcionários públicos no próximo ano, o que, segundo o executivo, representa um esforço orçamental anual permanente de cerca de 225 milhões de euros.

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