Governo fixa mínimo do abono de família em 600 euros anuais e cria adicional de combate à pobreza

O Governo anunciou um reforço do abono de família, fixando o valor mínimo a atribuir por filho em 600 euros anuais, independentemente da idade.

Dinheiro Vivo/Lusa

O Governo anunciou esta quinta-feira um reforço do abono de família, fixando o valor mínimo a atribuir por filho em 600 euros anuais, para crianças dos 1.º e 2.º escalões, independentemente da idade, e criou uma prestação adicional para as crianças em situação de pobreza extrema.

"Estas medidas são estruturais, não são extraordinárias", sublinhou a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em conferência de imprensa no final da reunião do Conselho de Ministros.

De acordo com Ana Mendes Godinho, o reforço do abono de família, que vai abranger cerca de 400 mil crianças dos 1.º e 2.º escalões, entra em vigor em setembro e vai ser implementado de forma faseada, com retroativos desde 1 de julho. A medida ficará completa em 2023, "ano em que todas as crianças terão, no mínimo, estes 50 euros por mês, independentemente da idade", disse Ana Mendes Godinho.

Foi ainda feita uma alteração dos escalões "para os adequar àquilo que tem sido a evolução do salário mínimo nacional nos últimos anos", permitindo que as famílias que ganham o salário mínimo "se enquadrem nos escalões de abono de família". Essa "correção" irá afetar 80 mil crianças, acrescentou.

Além deste valor, as crianças e jovens em situação de pobreza extrema vão receber ainda uma prestação adicional de 70 euros por mês, este ano, e 100 euros por mês a partir de 2023. A medida vai abranger cerca de 123 mil crianças.

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