INE vê o emprego ao nível mais alto em mais de duas décadas

Face há um ano, instituto conta mais 206,8 mil empregos. Número de desempregados também desce, com taxa de desemprego nos 6,9%.

Maria Caetano
Desemprego © Lusa

A população empregada terá atingido em junho o número de 4 793,6 mil pessoas, o mais elevado em mais de duas décadas, avança esta quinta-feira o INE nas últimas estimativas mensais de emprego, cuja série arranca em 1998.

Os dados das estimativas apontam para uma contínua recuperação no emprego a partir de fevereiro, mais forte nos meses de maio e junho. Face há um ano, junho contava já mais 206,8 mil empregados. No último mês, terão sido somados 16,6 mil.

A taxa de emprego terá ficado no mês passado em 62,4%, mais uma vez ao nível mais elevado de toda série.

A melhoria no emprego ocorre a par com a continuação da reposição da população ativa e redução do universo de subutilização do trabalho, ao mesmo tempo que o universo de desempregados desce.

Segundo o INE, a taxa de desemprego em junho terá ficado em 6,9%.

Para o último mês, o número de desempregados foi estimado em 356,1 mil, com uma pequena redução mensal de 5,5 mil pessoas, e de 16,3 mil pessoas face há um ano. O universo de desempregados está no entanto agora acima daquele que era estimado em março, então de 334 mil pessoas, havendo desde então mais inativos indisponíveis para a procura de trabalho que passaram à condição de desempregados.

Em junho, a taxa de subutilização do trabalho tornou a cair, ficando em 12,7%, traduzindo um universo de 676 mil indivíduos em idade de trabalhar, mas sem emprego ou apenas com trabalho a tempo parcial de forma involuntária.

Novamente, houve recuo nos chamados desencorajados do mercado de trabalho, os desempregados não registados nos centros de emprego e que desistiram de procurar trabalho. Eram mais de 280 mil há um ano, ficando no último mês em 150,3 mil.

Em contrapartida, registaram-se no último mês aumentos ligeiros no número de inativos à procura de emprego mas não imediatamente disponíveis (por estarem doentes ou em quarentena, por exemplo), que passaram aos 31 mil (mais 5,8 mil), e no número de trabalhadores em part-time, mas que gostariam de fazer mais horas, que passou a 138,5 mil (mais 2,3 mil).

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