Recuperação da economia estabiliza na primeira semana de maio

Indicador do Banco de Portugal aponta para uma variação homóloga da atividade próxima de 30%, tal como no final de abril.

Paulo Ribeiro Pinto
Porto 19 / 04 / 2021 - Filas de espera nas grandes lojas da rua de Santa Catarina, no Porto, no 1º dia de uma nova fase de desconfinamento do país. Abertura de shoppings e lojas de rua acima dos 200m2 levei diversas pessoas às compras. ( Igor Martins / Global Imagens ) © Igor Martins / Global Imagens

O ritmo de recuperação da economia estabilizou na primeira semana de maio, segundo o indicador diário da atividade económica divulgada esta quinta-feira pelo Banco de Portugal.

"Na semana terminada a 9 de maio, o indicador diário de atividade económica (DEI, na sigla inglesa) registou uma variação semelhante à da semana anterior", refere a nota do supervisor. Quer isto dizer que a quarta e última fase de desconfinamento tiveram um efeito menos acentuado do que as primeiras de março e abril.

De acordo com os dados do banco central, a média móvel semanal deste indicador, na semana centrada em 6 de maio, aponta para um crescimento homólogo de 27% da atividade económica. Isto quando a mesma média móvel referente à semana centrada em 29 de abril sinalizava um crescimento de 27,2% em termos homólogos.

Uma vez que as quedas foram muito expressivas no primeiro confinamento, durante a primavera do ano passado, o Banco de Portugal recalculou o indicador para alisar estas variações, criando uma nova série. "Para mitigar a influência na análise económica deste efeito base muito marcado, calcula-se a taxa bienal, o que corresponde a acumular as taxas de variação do DEI, em dias homólogos, para dois anos consecutivos", refere o supervisor.

Olhando para esta taxa bienal, a variação homóloga mostra um abrandamento no ritmo de recuperação. Em termos de média móvel semanal, centrada a 6 de maio, a variação homóloga é de 1,2%, quando na semana anterior foi de 3,1%.

O indicador diário de atividade económica sintetiza um conjunto de informação de natureza quantitativa e com frequência diária, como o tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, o consumo de eletricidade e de gás natural, a carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e as compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes. Por isso, permite traçar, em tempo real, um quadro da evolução da atividade económica no país - são os chamados indicadores de alta frequência.

Os dados atualizados são divulgados todas as semanas pelo Banco de Portugal, à quinta-feira, com informação até ao domingo anterior.

Notícia atualizada às 12h10

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