UE está a preparar terceiro pacote de sanções contra a Bielorrússia

A União Europeia impôs pela primeira vez sanções à Bielorrússia em outubro de 2020, medidas que foram ampliadas em dezembro, face à repressão que o regime de Lukashenko exerceu contra manifestantes e opositores.

Dinheiro Vivo/Lusa
epa08665768 European union flags wave in front of the Berlaymont building headquarters in Brussels, Belgium, 13 September 2020. Media reports the European Union is prepared in the event of an unfavorable outcome to trade negotiations with the United Kingdom and is still working to find agreements and solutions but time is running out with only one month remaining to negotiate a trade deal said European Commissioner for Economy Paolo Gentiloni on Saturday 12 September 2020. EPA/JULIEN WARNAND © EPA

Josep Borrell, que falava num evento 'online' promovido pelo Real Instituto Elcano, de Madrid, admitiu, porém, que os 27 estão conscientes de que o novo pacote de sanções "não será suficiente" para mudar as dinâmicas de poder entre o Governo do Presidente Alexander Lukashenko e a oposição bielorrussa.

"Compreendo a frustração dos líderes políticos da oposição da Bielorrússia, porque o que a União Europeia pode fazer não resolve os seus problemas", disse Borrell, no evento de apresentação do livro "A Política Externa da UE em Tempos de Covid-19", que escreveu.

O diplomata espanhol respondia a uma questão levantada sobre as críticas feitas pela líder da oposição bielorrussa no exílio, Svetlana Tikhanovskaia, que lamentou a falta de apoios da UE na sua luta contra o regime apoiado pela Rússia de Vladimir Putin.

Borrell admitiu também que a pressão política e diplomática da UE "não é suficiente".

"Às vezes, pede-se à União Europeia para agir, mas o que podemos fazer?", questionou-se Borrell, adiantando, depois, que está em preparação um terceiro pacote de sanções "que afetará, embora de forma limitada, mais dirigentes bielorrussos".

O alto representante europeu para a Política Externa afirmou ainda estar consciente de que a ajuda europeia à oposição bielorrussa, "apesar dos meios políticos, diplomáticos e financeiros limitados", não permitiu alterar a relação de forças com o regime de Lukashenko, "que conta com um enorme apoio da Rússia".

Esse apoio, prosseguiu, é "dominante", o que dificulta o que a UE pode fazer.

A União Europeia impôs pela primeira vez sanções à Bielorrússia em outubro de 2020, medidas que foram ampliadas em dezembro, face à repressão que o regime de Lukashenko exerceu contra manifestantes e opositores.

As sanções impostas a 88 responsáveis político bielorrussos (entre ministros e pessoas próximas do Presidente) e sete entidades consistem na proibição de entrar no espaço comunitário europeu, bem como o congelamento dos ativos que possam ter na União Europeia.

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