Madeira

Ampliação do porto do Funchal orçada em 100 milhões de euros

Foto: Hélder Santos/Global Imagens
Foto: Hélder Santos/Global Imagens

A ampliação do porto do Funchal em 400 metros deverá custar 100 milhões de euros, um valor "mais barato" do que inicialmente previsto.

A ampliação do porto do Funchal em 400 metros deverá custar 100 milhões de euros, um valor “mais barato” do que inicialmente previsto, disse hoje o presidente do Governo da Madeira, realçando a importância da obra na proteção da cidade.

“O aumento potencial do porto do Funchal tem a ver, em primeiro lugar, com a proteção da baía face a condições excecionais de mau tempo no mar. Em segundo lugar, tem a ver com a necessidade de darmos uma utilização ao cais norte e no futuro fazermos uma ampliação consistente da marina”, afirmou Miguel Albuquerque.

O chefe do executivo fez estas declarações no decurso de uma visita ao navio “Seaside”, da empresa italiana MSC Cruzeiros, que hoje fez escala na capital madeirense em viagem inaugural rumo a Miami, nos Estados Unidos.

Miguel Albuquerque realçou, no entanto, que a “grande prioridade” em termos de obras públicas é o novo Hospital do Funchal, orçado em mais de 300 milhões de euros, e só depois surge a ampliação do porto, cujos estudos preliminares apontam para um custo que não ultrapassará os 100 milhões de euros.

“São duas obras prioritárias e, no caso da ampliação do porto do Funchal – 400 metros -, isso vai-nos permitir, no fundo, a proteção da cidade e a utilização do cais norte, que neste momento não é possível devido à circunstância de estar muito exposto”, afirmou.

O MSC “Seaside”, com capacidade para 5.100 passageiros e uma tripulação composta por 1.482 elementos, integra o total de 486 navios de cruzeiros que este ano fizeram escala no Funchal, movimentando cerca de 500 mil turistas.

“O mercado de cruzeiros é muito importante para a Região Autónoma e tem crescido exponencialmente nos últimos anos. No ano passado, tivemos 520 mil turistas desembarcados aqui na Madeira”, disse Miguel Albuquerque, realçando, no entanto, que “há algumas flutuações”, embora neste momento não haja “razões para nos queixarmos”.

O diretor-geral da MSC Cruzeiros Portugal, Eduardo Cabrita, disse, por seu lado, que o mercado nacional está “definitivamente a crescer”, sendo que as estimativas apontam para 50 mil portugueses a viajar por ano em navios de cruzeiros, dos quais 100 participam na travessia inaugural do “Seaside”, que zarpou de Trieste, em Itália, no dia 08 de dezembro.

“A MSC vai fechar este ano com cerca de 22 a 23 mil passageiros, cerca de 41% do mercado, e o mercado madeirense tem um apetite cada vez maior por fazer cruzeiros”, disse, sublinhando que cerca de 15% do total dos clientes a nível nacional são oriundos da região autónoma.

O “Seaside”, com 323 metros de cumprimento e 76 de altura, faz parte de um plano de investimentos da MSC de 10,5 mil milhões de euros para a construção de 12 mega navios até 2026, elevando para 24 a frota da empresa italiana, a maior do setor na Europa.

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