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Angola/FMI: Fundo sugere aplicação de IVA

Fotografia: José Carlos Carvalho
Fotografia: José Carlos Carvalho

Chefe da missão do FMI admite que este processo pode levar dois a três anos, mas que é "fundamental"

O FMI considerou esta segunda-feira fundamental a implementação de um Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) num futuro próximo em Angola de modo a assegurar estabilidade na arrecadação de receitas.

A posição foi manifestada pelo chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), Ricardo Velloso, que durante duas semanas esteve em Angola a recolher dados para a execução de um programa financeiro, a pedido das autoridades angolanas.

Em declarações à imprensa, no final de um encontro com a quinta comissão de Economia e Finanças da Assembleia Nacional, o economista brasileiro que lidera esta missão disse que foram abordados temas importantes para o futuro de Angola, nomeadamente a possibilidade, dentro da reforma tributária levada a cabo pelo Governo angolano, se implantar um imposto sobre o valor acrescentado.

“Esse imposto é fundamental para se manter uma certa estabilidade da arrecadação tributária. Foi muito importante para vários países, mas é um processo que demora. Não é uma coisa que se implemente da noite para o dia, uma coisa que pode levar dois, três anos, talvez mais, e tem que ser feita de uma maneira bem pensada”, disse.

Ricardo Velloso sublinhou que na visão do FMI, a cobrança desse imposto “é fundamental”.

“E temos essa sugestão para o Governo, que realmente se empenha, e temos as condições técnicas também, porque o FMI ajudou já na implantação desse imposto em outros países e cremos que ele será importante para o futuro do país”, avançou.

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