Seguros

Antiga administração da Tranquilidade substituída

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A antiga administração da Tranquilidade, seguradora que pertencia do Grupo Espírito Santo (GES), renunciou aos cargos na sexta-feira, depois da concretização da venda da seguradora aos norte-americanos da Apollo Global Management.

Peter Brito e Cunha e outros sete membros da administração da Tranquilidade foram subsituídos ma companhia, tendo ficado apenas dois administradores da antiga equipa liderada por Brito e Cunha, segundo avançou o Negócios e que o Dinheiro Vivo confirmou.

O Dinheiro Vivo sabe que já havia uma intenção do Instituto de Seguros de Portugal (ISP) para que houvesse uma alteração na gestão da Tranquilidade. No entanto, o regulador estaria a aguardar pela entrada do novo acionista para que se fizessem as mudanças.

Um dos fatores que poderá ter pesado na decisão de afastamento da anterior equipa está relacionado com o facto de ter sido durante a sua gestão que a seguradora investiu em dívida do GES. E esse investimento já foi realizado numa altura em que os problemas no grupo eram evidentes e que, obrigaram a que a Apollo tenha de injetar 150 milhões de euros na Tranquilidade.

Do anterior conselho de administração, Augusto Pedroso, conhecido como Tomé Pedroso, e Nuno Clemente foram nomeados para concluir o mandato em curso, que termina no final deste ano. Os dois gestores integram a nova equipa de gestão que é composta por apenas cinco elementos, da qual faz também parte o representante português da Apollo Gustavo Guimarães.

Gustavo Guimarães é um antigo quadro da Shell, grupo onde fez carreira internacional, e colabora com a Apollo há mais de um ano, desde que a gestora norte-americana se interessou pelo sector segurador português quando tentou comprar a Fidelidade.

Além de Gustavo Guimarães e dos dois administradores da anterior equipa, vão passar a integrar a administração da Tranquilidade os gestores Alexander Humprheys e Gernot Lohr.

Ao que o Dinheiro Vivo apurou ainda não está definido que será o presidente da Tranquilidade mas a decisão deverá ser anunciada em breve.

A Apollo comprou da Tranquilidade por 215 milhões de euros. Deste valor, cerca de 150 milhões de euros ficaram definidos para serem injetados na seguradora para repor os rácios de solvência, na sequência do impacto da desvalorização causado pelo colapso do GES.

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