Antigas estradas sem portagens perderam 6776 carros por dia

Há menos 609 750 veículos a circular diariamente pelas sete antigas scut no acumulado do segundo trimestre de 2013. É uma quebra média no tráfego diário apurado mensalmente de 6776 veículos.

Os dados do relatório do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) sobre o movimento nas sete antigas Scut - Algarve, Beira Interior, Beiras Litoral e Alta, Interior Norte, Costa da Prata, Grande Porto e Norte Litoral -, portajadas desde 2010 ou 2011, conforme o caso, registam uma quebra de 7,7% no acumulado do tráfego médio diário entre os segundos trimestres de 2013 e 2012.

Na prática, aquelas rodovias, que antigamente não tinham custos para o utilizador, foram utilizadas todos os dias por 87 806 viaturas no segundo trimestre de 2012, número que entre abril e junho de 2013 caiu para 81 030, uma quebra de 7,7%. O resultado revela uma perda mensal de 6776 veículos. Multiplicando por 90 dias, obtemos uma perda de 609 750 veículos no acumulado do tráfego médio diário entre trimestres homólogos.

Outras concessões como a Brisa ou Lusoponte também perderam tráfego, mas em menor escala. No caso da Brisa, concessionária de dez rodovias, tais como a A1 - Auto-Estrada do Norte ou A2- Auto Estrada do Sul, a perda foi de 600 veículos, tendo circulado diariamente, em média, 17 903 veículos nos meses de abril a junho deste ano contra uma média de 18 503 em igual período de 2012.

A Lusoponte, uma concessão menos sujeita a oscilações, uma vez que gere infraestruturas na Grande Lisboa, tais como a Ponte 25 de Abril ou a Vasco da Gama, a perda no tráfego médio diário foi de apenas 180 veículos diários, entre os segundos trimestres.

Apesar das quebras no número de veículos, as receitas de portagens no primeiro semestre deste ano totalizaram 131,2 milhões de euros, um valor que representa um crescimento de 12% face ao período homólogo do ano passado.

Só nas receitas obtidas nas autoestradas ex-xcut e nas concessões da Grande Lisboa e Norte, nos primeiros seis meses deste ano as receitas subiram 9% face a igual período do ano passado, ascendendo a 122,3 milhões de euros (112,1 milhões de euros em 2012). A Estradas de Portugal espera obter no final do ano 270 milhões de euros de receitas com portagens.

Em maio, um comunicado do gabinete do ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, dava conta de de renegociações dos contratos com a Ascendi, a Norscut e a Scutvias que permitem a redução dos encargos estatais com Parcerias Público-Privadas (PPP) rodoviárias em 259 milhões de euros já este ano.

As três concessionárias de autoestradas que chegaram a acordo preliminar com o Governo são responsáveis por sete concessões: Grande Porto, Costa da Prata, Beiras Litoral e Alta, Norte e Grande Lisboa (Ascendi), Interior Norte (Norscut) e Beira Interior Scutvias).

No entanto, só no caso da Scutvias é que o acordo celebrado implicou a transferência do risco de tráfego e de cobrança de portagens para a empresa concessionária. Ou seja, nas outras concessões menos tráfego significa que o Estado terá de compensar os privados. O Governo de Passos Coelho ainda não desistiu de chegar a acordo com a Euroscut (Norte Litoral e Algarve), concessionária ex-scut que ainda está de fora do reacerto contratual.

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