TAP

António Costa admite despedimentos na TAP com menos rotas e aviões

O primeiro ministro, António Costa.     MANUEL DE ALMEIDA / POOL/LUSA
O primeiro ministro, António Costa. MANUEL DE ALMEIDA / POOL/LUSA

Primeiro-ministro defende a solução encontrada para a companhia, afirmando que é "melhor um acordo do que um contencioso".

O primeiro-ministro admitiu esta sexta-feira despedimentos na TAP na sequência do plano de reestruturação da companhia aérea no âmbito da injeção até 1,2 mil milhões de euros por parte do Estado.

“Acho que é preciso que tenhamos a noção do seguinte: se a Comissão Europeia autoriza ajudas do Estado, isso tem uma contrapartida”, começou por indicar António Costa, acrescentando que “essa contrapartida é haver um reajustamento da empresa no plano de reestruturação que terá de ser negociado”, indicou o chefe do Governo aos jornalistas no final da votação do Orçamento Suplementar.

“Toda a gente sabe que esse programa de reestruturação vai implicar seguramente uma diminuição do número de rotas da TAP, uma diminuição do número de aviões e necessariamente terá consequência sobre o emprego da TAP”, frisou António Costa.

“Não vale a penas estarmos com ilusões e a esconder”, sublinhou o primeiro-ministro, frisando que seria o “mesmo que dizer a uma pessoa que vai ser operada e que não vai ter dores na operação”, indicou.

Solução sem contencioso
Questionado sobre a solução encontrada para a companhia, o primeiro-ministro sublinhou que “é sempre melhor um acordo do que um contencioso”, acrescentando que “ninguém veria nenhuma vantagem em que tivéssemos uma solução de contencioso com os diferentes sócios privados”, indicou. António Costa sublinhou ainda o “alinhamento de posições” entre o Estado e Humberto Pedrosa para o futura da companhia.

O Governo anunciou na quinta-feira que chegou a acordo com os acionistas privados da TAP, ficando com 72,5% do capital da companhia aérea, por 55 milhões de euros, com a aquisição da participação (de 22,5%) até agora detida por David Neeleman.

O empresário Humberto Pedrosa detém 22,5% e os trabalhadores os restantes 5%. “De forma a evitar o colapso da empresa, o Governo optou por chegar a acordo por 55 milhões de euros”, referiu o ministro das Finanças, João Leão, numa conferência de imprensa conjunta com o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, quinta-feira em Lisboa.

O governo esclareceu que a Atlantic Gateway passa a ser controlada por apenas um dos acionistas que compunha o consórcio, designadamente o português Humberto Pedrosa, dono do grupo Barraqueiro. O dono da companhia aérea Azul, David Neeleman, sai assim da estrutura acionista da TAP.

 

Notícia atualizada às 14h00

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
Foto: EPA/PATRICK SEEGER

Bruxelas dá luz verde a Banco Português de Fomento

Exemplo de ouro numa loja de câmbio em Klaaswaal, Países Baixos. (EPA/ROBIN VAN LONKHUIJSEN)

Ouro atinge recorde e excede os 2 mil dólares

Centenas de turistas visitam todos os dias os jardins do Palácio de Cristal, no Porto. Fotografia: Leonel de Castro/Global Imagens

FMI: Portugal com perdas acima de 2% do PIB devido à quebra no turismo

António Costa admite despedimentos na TAP com menos rotas e aviões