António Costa: Instabilidade política impedirá cumprimento do plano de recuperação

Primeiro-ministro acredita que Portugal estará mais próximo da Alemanha daqui a cinco anos. Crise pandémica "foi o maior atestado de falhanço das visões neoliberais".

A instabilidade política é um risco para a execução do plano de recuperação e resiliência. O primeiro-ministro, António Costa, defendeu que a atual crise pandémica reforçou o papel do Estado e que a Europa não pode deixar-se ultrapassar por outras geografias económicas.

Em entrevista à edição desta sexta-feira do jornal Público, António Costa salienta o país terá, nos próximos cinco anos, uma "enorme responsabilidade", ao completar a execução dos fundos comunitários do Portugal 2020, arrancar com o pacote de fundos para 2030 e ainda executar, até 2026, o plano de recuperação, "com uma grande complexidade de controlo por parte da Comissão na sua execução".

"Se acrescentarmos a isto tudo alguma dimensão de instabilidade política, provavelmente não conseguiremos cumprir o plano e não teremos uma segunda oportunidade", sentencia o líder do Governo.

O primeiro-ministro também chama a atenção para o grau de imprevisibilidade na governação do país "muitíssimo superior" do que em condições normais, por causa da probabilidade de surgirem novas variantes do coronavírus.

Na mesma entrevista, António Costa defende que "esta crise foi o maior atestado de falhanço das visões neoliberais", por causa do papel do Serviço Nacional de Saúde, da escola pública e de "todos os mecanismos de proteção social".

O primeiro-ministro acredita ainda que o desenvolvimento do país nos próximos anos vai ter efeitos: "daqui a cinco anos, estaremos mais próximos da Alemanha do que estávamos há cinco anos. É esse o dever que temos e a oportunidade que temos".

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