Debate Quinzenal

António Costa: “Portugal vai continuar a crescer acima da média europeia”

O primeiro-ministro, António Costa, gesticula durante o debate quinzenal na Assembleia da República, em Lisboa, 19 de março de 2019. ANTÓNIO COTRIM/LUSA
O primeiro-ministro, António Costa, gesticula durante o debate quinzenal na Assembleia da República, em Lisboa, 19 de março de 2019. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

António Costa afirma haver "boas razões" para os portugueses manterem a confiança na economia.

António Costa iniciou o debate quinzenal salientando que o crescimento da economia portuguesa foi superior à média europeia, nos últimos dois anos. O primeiro-ministro mostrou-se otimista, afirmando que as “previsões apontam para que 2019 seja o terceiro ano” que tal acontece.

“Este crescimento não é fruto do acaso”, afirma António Costa, destacando a mudança de políticas que restauraram “a confiança de comerciantes e empresas”, devolveram “os rendimentos às pessoas” ou o relançamento do programa Simplex. O primeiro-ministro fala ainda da subida do rating da República e da poupança com juros estimada num valor superior a mil milhões de euros.

“Temos boas razões para mantermos a confiança. Portugal vai continuar a crescer acima da média europeia”, garantiu o chefe do Governo.

Durante o debate, António Costa é confrontado com a intervenção de Fernando Negrão, deputado do PSD, que questiona sobre a dívida pública que “aumentou 20 mil milhões de euros nesta legislatura”.

António Costa contrariou a afirmação do deputado social-democrata, acusando-o de seguir o caminho inverso das agências de rating. “Estamos a caminho dos 117%. A dívida pública está a descer. A nossa taxa de juro é de 1,2%. Os portugueses pouparam 1,2 mil milhões de euros de juros ao longo da legislatura”.

Redução de preço dos passes. “Este é um programa para todo o país”

Fernando Negrão considera o programa de redução de tarifário nos transportes públicos uma medida eleitoral e chama a atenção para as regiões do país deixadas de parte.

O deputado refere que “Lisboa tem um PIB per capita superior à média europeia em 120%, existem regiões com 70% onde não existem transportes públicos ou são quase inexistentes”. Assim, questiona se o primeiro-ministro fica confortável que essas regiões mais pobres “paguem os passes das áreas metropolitanas sem terem direito a nada?”

“Desde a primeira hora, confiámos na descentralização de competências nas áreas metropolitanas e intermunicipais no que toca à gestão do sistema de transporte público”, salienta o primeiro-ministro. António Costa assegurou que a redução tarifária é “um programa nacional”, que beneficiará, já a partir de 1 de abril, 85% da população portuguesa.

“No Orçamento do Estado deste ano ficou prevista uma verba para todo o país”, congratulou-se António Costa, deixando claro que cada autarca gerirá esse montante como entender.

Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda, afirmou que a redução dos passes é “uma medida da qual o Bloco se orgulha”, mas levanta o problema da falta de oferta de transportes. O primeiro-ministro concordou e reconheceu haver zonas do país onde será necessária a promoção de melhorias dos transportes públicos.

“Nós somos a favor do passe único, mas é do verdadeiro, aquele que oferece, juntamente com o passe, os transportes para os portugueses usarem. Os senhores dão um documento aos portugueses, mas não os transportes para usarem no dia-a-dia”, criticou Fernando Negrão.

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