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Costa volta a reunir exportadoras. Ritmo deve acelerar

O primeiro-ministro, António Costa. Fotografia: António José / LUSA
O primeiro-ministro, António Costa. Fotografia: António José / LUSA

Primeiro-ministro lidera série de reuniões que pretendem adequar apoios à internacionalização para ajudar maiores exportadores nacionais.

António Costa está a ouvir as necessidades das grandes exportadoras nacionais para adequar os apoios oferecidos pelo Estado às preocupações dos empresários. Começou por ouvir as 20 maiores exportadoras do País, há três semanas em São Bento; ontem reuniu-se com as associações dos setores mais ativos nas vendas ao estrangeiro e, na semana que vem, irá juntar o Conselho Estratégico para a Internacionalização das Empresas.

“O objetivo das reuniões é auscultar e adaptar os apoios oferecidos” às preocupações destas empresas, adiantou fonte oficial do primeiro-ministro ao Dinheiro Vivo, lembrando que estes apoios passam “por um conjunto de medidas económicas e diplomáticas”, tal como pelos fundos do Portugal 2020.

Aliás, ainda esta quarta-feira, o primeiro-ministro estará em Aveiro num seminário onde irá falar de aceleradores de investimento e onde anunciará uma majoração de 10% às empresas que anteciparem para este ano os projetos com financiamento europeu.

Depois de ouvidas as necessidades e as condicionantes que os empresários enfrentam, o primeiro-ministro vai liderar o Conselho Estratégico para a Internacionalização das Empresas que recalibrou em abril com uma nova composição – inclui o presidente da AICEP, AEP, AIP, parceiros sociais e ainda os ministérios da economia, planeamento, mar ou agricultura.

O Governo espera que as exportações avancem 4,3% em 2016, depois de um crescimento de 5,1% em 2015. Com estas reuniões, que António Costa está a assumir pessoalmente, procuram-se assim “caminhos e pontos de contacto” que possam manter os níveis de vendas elevados, especialmente numa altura em que os principais parceiros portugueses tendem a desacelerar e o Reino Unido escolheu sair da União Europeia.

O primeiro-ministro assume, assim, uma pasta que no anterior governo foi liderada por Paulo Portas, convencido de que uma liderança mais próxima e ajustada será essencial para recuperar os ritmos de vendas. “A nossa aposta é promover e apoiar as empresas e os setores exportadores”, completa fonte oficial do primeiro-ministro.

O Programa Nacional de Reformas estabelece como meta, o apoio de 4000 projetos âncora, através do desenvolvimento de capacidades de captação de IDE, incentivos diretos às empresas e melhoria das condições de contexto. António Costa espera que as exportações representem, em 2023, 22% do volume de vendas das empresa e 45% do PIB já em 2020.

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