Águas de Portugal

António José Seguro: Portugal já tem uma posição formal para o Conselho Europeu

António José Seguro, PS
António José Seguro, PS

O secretário-geral do PS afirmou hoje que cabe ao Governo e maioria PSD/CDS moverem-se para que exista um acordo sobre matéria europeia e advertiu que Portugal já tem uma posição formal para o próximo Conselho Europeu.

António José Seguro falava aos jornalistas na Assembleia da República, depois de ter encerrado um colóquio promovido pelo PS subordinado ao tema “Água um bem comum”.

Se a maioria PSD/CDS está disponível para se aproximar das propostas do PS que rejeitou em maio passado, isso é uma boa notícia para Portugal. Mas quem tem de se mover é a maioria PSD/CDS e o Governo, porque o PS tem as suas propostas já há muito tempo em cima da mesa”, declarou o líder dos socialistas.

Interrogado se o PS aceita chegar a um acordo com o Governo sobre política europeia, antes do próximo Conselho Europeu (dia 29), António José Seguro contrapôs que a Assembleia da República já adotou uma posição, na sequência da aprovação de uma resolução apresentada pelo seu Grupo Parlamentar.

“Portugal já tem uma posição. A Assembleia da República aprovou uma resolução que defende um ato adicional para o crescimento e emprego, o reforço e a recapitalização do Banco Europeu de Investimentos (BEI) e uma taxa sobre as transações financeiras. Perante uma situação europeia que se agrava cada vez mais nos planos económico e social, o que está em cima da mesa é a necessidade de se tomarem outras medidas que sejam mais robustas”, sustentou o líder do PS.

De acordo com António José Seguro, a partir de agora, “se o Governo pretender evoluir e aproximar-se das posições do PS, designadamente daquelas que rejeitou em maio [eurobonds e reforço dos poderes do Banco Central Europeu], haverá o maior gosto em poder voltar a apresentar essas propostas para que sejam adotadas”.

“O PS “insistirá na defesa da mutualização de parte da dívida e de um reforço do papel do Banco Central Europeu. Se o Governo quer ir mais longe, isso é uma boa notícia”, salientou.

Interrogado sobre a situação de crise financeira em Espanha e Itália, o secretário-geral do PS reiterou a sua defesa sobre a necessidade de “uma solução robusta, coerente e articulada”.

“Paliativos não resolvem o problema. De uma vez por todas, é altura de a Europa assumir posições políticas com coragem e com ambição para enfrentar a crise económica e social”, disse.

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