António Saraiva: “As empresas vão ter que fazer ajustes salariais”

António Saraiva, presidente da CIP

Os patrões portugueses consideram que para manter o nível de emprego em Portugal vai ser necessário fazer ajustamentos salariais

Em declarações, à margem da conferência Portugal 2012 – Os desafios do Orçamento do Estado promovida pelo Diário Económico, António Saraiva, presidente da CIP, considerou que “as empresas, para manter o volume de emprego, vão ter que fazer ajustamentos salariais, sejam eles no subsídios, sejam eles nos próprios salários”.

“É fundamental preservar emprego para não aumentarmos esta chaga social que é hoje o desemprego. Entre manter o emprego e ajustar salários, eu prefiro manter o emprego”.

O responsável alerta também para a situação difícil das empresas portuguesa: “Estas empresas são cada vez mais significativas porque lamentavelmente nós não estamos a crescer, estamos em regressão, estamos a gerar perdas significativas na actividade económica, estamos a gerar desemprego”.

“Ou temos um plano de emergência de financiamento da nossa economia, ou receio que o volume de desemprego ultrapasse o que está previsto no orçamento, os 13,4%”. Temo-lo dito ao senhor primeiro-ministro, ao senhor Presidente da República, enfim a todos os dirigentes políticos deste país, que é urgente um plano de emergência do financiamento da economia”.

Inquirido sobre se o aumento da jornada laboral em meia hora é suficiente, o responsável da CIP considerou que “uma vez que não obtivemos a redução da taxa social única, isso sim, iria aliviar a tesouraria das nossas empresas, iria reduzir os custos unitários do trabalho, temos que ter aumento do período de trabalho”.

“Este aumento de meia hora por dia não faz muito sentido. Faz sim sentido, uma proposta, que apresentámos ontem ao ministro da Economia, que se constitua uma bolsa anual de horas de trabalho, e as empresas de acordo com a bolsa possam utilizar esta meia-hora racionalmente de acordo com a sazonalidade, aumento de períodos de trabalho. Cada empresa gerindo esta bolsa de acordo com a sua especificidade”.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
O primeiro-ministro, António Costa, intervém durante a cerimónia de assinatura de declaração de compromisso de parceria para Reforço Excecional dos Serviços Sociais e de Saúde e lançamento do programa PARES 3.0, no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em Lisboa, 19 de agosto de 2020. ANDRÉ KOSTERS/LUSA

“Na próxima semana podemos chegar aos 1000 casos por dia”, avisa Costa

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. FILIPE FARINHA/LUSA

Marcelo promulga descida do IVA da luz consoante consumos

Fotografia: Fábio Poço/Global Imagens

Apoio a rendas rejeitado devido a “falha” eletrónica

António Saraiva: “As empresas vão ter que fazer ajustes salariais”