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António Saraiva: “O governo tem de agir já. Não pode ser por episódios”

António Saraiva, presidente da CIP.
Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens
António Saraiva, presidente da CIP. Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens

CIP elogia decisão de Bruxelas para apoios de 13 mil milhões a empresas mas lamenta medidas a conta-gotas do governo.

O presidente da CIP elogia a decisão tomada nas últimas horas pela Comissão Europeia, mas diz que os apoios do governo português continuam aquém do problema que as empresas portuguesas enfrentam quase sozinhas.

A CIP considera positiva a decisão tomada por Bruxelas no sentido de aprovar dois regimes de apoios estatais, no valor de 13 mil milhões de euros, que podem finalmente ser postos à disposição das empresas portuguesas.

“As decisões da Comissão Europeia vão no bom sentido, mas ainda são manifestamente curtas face à paralisação económica que enfrentamos”, defende António Saraiva. “As empresas portuguesas estão a ser prejudicadas face aos seus concorrentes europeus, que estão a receber apoios públicos dos seus países mais substanciais e mais rápidos. Esta diferença terá consequências imediatas: mais desemprego e uma recuperação mais lenta em Portugal”, afirma.

Para o representante dos patrões, “é fundamental aprovar um plano robusto e imediato. O governo tem de agir já. Não pode ser por episódios. As empresas portuguesas não podem ficar sozinhas”, sublinha o presidente da CIP.

Leia aqui. Estado da Nação: Indústria exige apoios a fundo perdido

António Saraiva lembra ainda que “é muito importante que parte dos apoios seja a fundo perdido”, tal como a CIP tem vindo a propor. “As empresas precisam urgentemente de tesouraria e não de mais e mais endividamento. Só assim conseguimos evitar uma potencial calamidade empresarial e social em Portugal.”

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