Turismo

APAVT: “Não temos de ser sempre os melhores alunos”

Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT.
Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT.

Eliminação do IVA na organização de eventos depende apenas da interpretação de regras europeias, contrapõe Pedro Costa Ferreira.

“Gostaria de lembrar ao Governo que, como gostam de dizer, não temos de ser sempre os melhores alunos”, apontou Pedro Costa Ferreira, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), em relação à resposta da secretária de Estado do Turismo sobre a eliminação do IVA de 23% nos eventos.

Ana Mendes Godinho disse aos jornalistas, à margem do 42º Congresso da APAVT, a decorrer em Aveiro, até domingo, que a pretensão dos agentes de viagens de eliminar o IVA de 23% na organização de eventos de forma a tornar o destino mais competitivo – e à semelhança do que acontece em Espanha, Itália, Alemanha ou Áustria – que a referida taxa de imposto “deriva de uma regra europeia”, pelo que “se há estados-membros que não cumprem, caberá à UE tomar posição”.

O presidente da APAVT entende que o que está em causa “é uma interpretação da regra europeia, que Espanha ou a Alemanha fazem em seu benefício”, pelo que caberia ao Governo português “tomar uma decisão meramente política de fazer uma interpretação semelhante”.

“Gostaríamos, acima de tudo, que este assunto não ficasse conotado com algo corporativo, porque não é. Os eventos beneficiam as lojas, os restaurantes, os transportes, a hotelaria, as exportações e o país”, explicou Pedro Costa Ferreira.

 

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