Startup Portugal

Apoio às startups recebe injeção de 300 milhões de euros

Manuel Caldeira Cabral Economista e professor universitário é o atual Ministro da Economia desde novembro de 2015.
(Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)
Manuel Caldeira Cabral Economista e professor universitário é o atual Ministro da Economia desde novembro de 2015. (Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)

Nova versão do programa de apoio ao empreendedorismo conta com apoios reforçados de investimento e captação de estrangeiros altamente qualificados.

Portugal vai reforçar em cerca de 300 milhões de euros o apoio para a criação de novas empresas tecnológicas (startups). O Governo apresenta hoje o Startup Portugal +, a nova versão da estratégia para o empreendedorismo nacional. A aposta em programas de coinvestimento entre o Estado e investidores estrangeiros, em conjunto com o reforço dos apoios para criação de empresas e a captação de quadros internacionais altamente qualificados justificam esta injeção de capital. O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, quer que o ecossistema português “tenha um crescimento tão acelerado como o que teve nos últimos dois anos”.

“Trata-se de um investimento de cerca de 300 milhões de euros. Reforçámos este programa porque a primeira versão teve sucesso e o ecossistema empreendedor nacional mudou muito nos últimos dois anos. Tem muito mais visibilidade externa, é um destino para investimento em startups e está no mapa dos investimentos das grandes empresas internacionais”, justifica Caldeira Cabral ao Dinheiro Vivo.

A criação de um fundo de coinvestimento internacional de 200 milhões de euros (100 milhões de euros de Portugal + 100 milhões do estrangeiro) para sediar fundos de capital de risco em território nacional é o principal destaque do Startup Portugal +. “Vai permitir que, por exemplo, investidores internacionais que queiram criar um fundo na área da saúde possam constituí-lo em Portugal.” Gerida pelo IFD (‘Banco de Fomento), esta medida vai permitir que os fundos possam investir em várias empresas que estejam em fase de crescimento acelerado.

As empresas que estão a começar não foram esquecidas e vão contar com um pacote financeiro de 10 milhões de euros. O ADN Start Up vai financiar todas as startups que tiverem até quatro anos e que tenham um mínimo de 15% de capitais próprios. Cada empresa pode receber até 50 mil euros numa primeira fase; o montante pode duplicar “em condições específicas”. As injeções de capital serão complementadas com linhas de cofinanciamento para que incubadoras e aceleradoras possam investir em startups e ainda um esquema de transformação de posições nas startups em empréstimos a médio e longo prazo.

O Startup Portugal + também vai servir para atrair e reter estrangeiros. “Vamos lançar um visto para trabalhadores altamente qualificados oriundos de países fora do espaço Schengen. Isto vai servir para as empresas que necessitem de ir buscar pessoas especializadas muito mais rapidamente.” Com o Tech Visa, estes estrangeiros ficam dispensados da entrevista na embaixada ou no consulado português no país de origem. Facilita a obtenção de visto de residência. A pensar no mercado internacional, também será criado um ponto de atendimento para empreendedores estrangeiros. Este balcão bilingue (português e inglês) vai facilitar a criação de empresas em solo nacional.

A nova versão da estratégia para o empreendedorismo vai contar ainda com o reforço do apoio ao desenvolvimento de projetos em fase de ideia (Startup Voucher), formação própria para empreendedores e a continuação das missões internacionais para promoção das startups portuguesas nas maiores feiras tecnológicas.

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