paraísos fiscais

Apollo controla casas compradas à Fidelidade a partir das ilhas Caimão

Imagem ilustrativa das ilhas Caimão.
Imagem ilustrativa das ilhas Caimão.

Fundo de investimento norte-americano recorreu ao paraíso fiscal das Ilhas Caimão e a sociedades no Luxemburgo para fechar negócio milionário.

Há mais uma polémica ligada à compra, pela Apollo, de 271 imóveis da seguradora Fidelidade na área de Lisboa, Porto e outras localidades: o fundo de investimento norte-americano montou uma construção acionista em cascata em que, no topo, estão três fundos nas ilhas Caimão, um dos paraísos fiscais mais conhecidos do mundo, e ainda duas sociedades sedeadas no Luxemburgo.

Segundo o jornal Público desta terça-feira, toda a operação decorreu enquanto os norte-americanos compravam as casas à Fidelidade. As novas donas dos imóveis são quatro empresas portuguesas, que são totalmente detidas por uma sociedade de responsabilidade limitada luxemburguesa. Esta mesma sociedade é detida totalmente por outra empresa do grupo Apollo, a AEPF III 13 que está também no Luxemburgo, escreve o mesmo jornal.

Descobre-se depois que a empresa AEPF III 13 é detido por três fundos da Apollo sedeados num prédio de cinco pisos das ilhas Camião, a firma de consultoria Ugland House. Os três fundos controlam depois muitas outras empresas no Luxemburgo.

Em meados de novembro, esta operação gerou polémica também porque não houve lugar ao pagamento do imposto municipal sobre transações de imóveis (IMT).

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