Energia

APREN. Renováveis contribuem com 15 mil milhões de euros para o PIB

Pedro Amaral Jorge, presidente da APREN
(João Silva/Global Imagens)
Pedro Amaral Jorge, presidente da APREN (João Silva/Global Imagens)

Para os consumidores portugueses, as renováveis significaram um preço de mercado mais baixo: menos 24 euros por MW.

A energia produzida a partir de fontes renováveis contribuiu para o PIB de Portugal com um valor acumulado de 15 mil milhões de euros entre 2014 e 2018, a uma média superior a três mil milhões de euros por ano. A energia eólica foi a que mais contribuiu para o PIB nacional – com 1,9 mil milhões – enquanto a hídrica foi a segunda que mais contribuiu mas não foi além de uma contribuição de 807 milhões.

As conclusões são do estudo “Impacto da eletricidade de origem renovável”, desenvolvido em 2019 pela consultora Deloitte a pedido da APREN.

Da mesma forma, diz o documento, entre 2014 e 2018 o Estado português arrecadou em média, em cada ano, cerca de 213 milhões de euros de IRC e 13 milhões com a derrama municipal. Em quatro anos as renováveis geraram emprego para 41.671 pessoas.

Já no que diz respeito ao sistema elétrico nacional, diz o estudo da Deloitte, a produção de energia renovável permitiu uma redução de 10 mil milhões de euros, aos quais devem ser subtraídos 7570 milhões euros de sobrecusto que dizem respeito aos custos de interesse económico geral (CIEG). Contas feitas, as renováveis geraram um efeito líquido positivo para o sistema de 2400 milhões de euros, referem as conclusões do mesmo estudo.

Para os consumidores portugueses, isto significou um preço de de mercado mais baixo: menos 24 euros por MW. Para o futuro, a tendência é que as renováveis sejam sinónimo de um preço da energia cada vez mais baixo para os consumidores, com o avanço e maturidade das tecnologias envolvidas na produção de eletricidade a partir de fontes renováveis.

O estudo disponibiliza dados relativos ao impacto da eletricidade de origem renovável em Portugal entre 2014 e 2018, no sistema elétrico, economia, sociedade e ambiente. Apresenta, ainda, projeções desse impacto até 2030, no contexto da política energética e objetivos estabelecidos pelo país para esse período, ao abrigo do Plano Nacional Energia-Clima.

Para a elaboração do estudo foi recolhida informação junto dos principais organismos nacionais e internacionais responsáveis pela definição das políticas e regulação do setor energético, em particular da eletricidade e da energia renovável, bem como de empresas que operam no setor da eletricidade de origem renovável em Portugal.

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