OE2018

Aprovado. Orçamento do Estado passa com votos contra da direita

Primeiro-ministro, António Costa, e Mário Centeno, ministro das Finanças. Fotografia: REUTERS/Rafael Marchante
Primeiro-ministro, António Costa, e Mário Centeno, ministro das Finanças. Fotografia: REUTERS/Rafael Marchante

O Orçamento do Estado foi hoje aprovado na Assembleia da República

Eram 18h46 quando o documento que vai guiar a governação do país em 2018 foi aprovado no Parlamento. Após um longo debate, o Orçamento do Estado do próximo ano, o terceiro do Governo de António Costa, foi aprovado na votação final com os votos favoráveis do PS, Bloco de Esquerda, PCP, PEV e PAN.

Os partidos da ala direita, PSD e CDS-PP, chumbaram o documento.

Antes da votação da proposta de lei do Orçamento do Estado foram aprovadas as Grandes Opções do Plano (GOP), com o mesmo resultado. Estiveram presentes no hemiciclo 229 deputados.

O debate, que se estendeu durante toda a tarde desta segunda-feira, ficou marcado pelo mal-estar gerado entre o PS e o Bloco de Esquerda, após os socialistas terem chumbado uma medida proposta pelo partido liderado por Catarina Martins.

A medida em causa era uma “contribuição solidária” de 250 milhões de euros que deveria ser cobrada às empresas energéticas, e que tinha recebido luz verde por parte dos socialistas na semana passada.

Porém, o PS voltou atrás na decisão, o que levou a deputada Mariana Mortágua, do BE, a criticar a “deslealdade” e a “subserviência” do PS às energéticas.

“Não nos queixamos apenas da deslealdade de ter rasgado o compromisso com o Bloco, o que já não seria pouco, porque a lealdade parlamentar baseia-se na palavra dada. Queixamo-nos da oportunidade que o país perdeu”, sublinhou a deputada.

Apesar das críticas duras, os bloquistas aprovaram o Orçamento do Estado. “Fizemos com o Governo uma negociação consistente com objetivos sérios. Ainda antes de apresentarmos e negociarmos esta contribuição no âmbito da especialidade, o Bloco anunciou o seu voto a favor do Orçamento. Para nós, palavra dada é mesmo palavra honrada”, destacou Mariana Mortágua.

Com Lusa

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
(Gustavo Bom / Global Imagens)

Sofia Tenreiro: “Estamos a captar os portugueses que não queremos que fujam”

O ministro do Trabalho e da Segurança Social, Vieira da Silva (C), ladeado por Ana Teresa Lehmann, secretária de Estado da Indústria (D), e Miguel Cabrita (E), secretário de Estado do Emprego, fala aos jornalistas no final da reunião com administração e Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa para discutirem um modelo de trabalho para o próximo ano, no Ministério do Trabalho e da Segurança Social, em Lisboa, 15 de dezembro ded 2017.  Fotografia: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Autoeuropa. Governo dá luz verde a creches para destravar diálogo

Mário Centeno. Fotografia: REUTERS/Rafael Marchante

Fitch dá maior subida de rating de sempre a Portugal e coloca país no grupo da Itália

Outros conteúdos GMG
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo TUI
Aprovado. Orçamento do Estado passa com votos contra da direita