Apusbanc: Pedidos de informações acerca do BES cresceram e “não há motivos para pânico”

Júlio Martins Mourão, Presidente da Apusbanc
Júlio Martins Mourão, Presidente da Apusbanc

A associação de utilizadores de serviços bancários Apusbanc está a receber um número crescente de pedidos de aconselhamento de clientes do BES, disse hoje o seu presidente, que ressalvou que "no momento" não há motivos para pânico.

Em declarações à agência Lusa, Júlio Mourão explicou que nos últimos dias são cada vez mais as pessoas que ligam para a Associação Portuguesa de Usuários de Serviços Bancários (Apusbanc) a pedir esclarecimentos sobre a situação do Banco Espirito Santo, manifestando preocupação com o futuro dos seus depósitos.

“As pessoas telefonam e perguntam se devem tirar o dinheiro, se as poupanças estão em risco e o que devem fazer”, disse Júlio Mourão, acrescentando que o aumento de pedidos já se tinha verificado durante a recente crise com o banco Barclays.

“Neste momento não há motivos para pânico. As pessoas não têm que ir buscar o dinheiro”, disse Júlio Mourão, que aconselha os depositantes deste, como de outros bancos, a não concentrarem todas as suas poupanças na mesma instituição.

Leia também: Banco de Portugal diz que clientes do BES “podem estar tranquilos” quanto ao seu dinheiro

“As pessoas têm que estar conscientes do que pode acontecer e não concentrarem as suas poupanças unicamente numa entidade. Fazer algumas divisões para poderem estar cobertos pelo fundo de garantia [dos depósitos bancários] caso surja alguma catástrofe”, disse.

Os clientes bancários têm garantido o reembolso dos depósitos numa instituição bancária até ao valor de 100.000 euros.

“Neste momento não vamos sequer equacionar que os depósitos estão em perigo. Isso está fora de questão nesta fase. O nosso conselho é não entrar em pânico, nem fazer raciocínios [sobre os quais] não há qualquer evidência”, sublinhou.

A Apusbanc é uma entidade sem fins lucrativos fundada em 2008 para defender os interesses dos clientes dos bancos.

Com cerca de 3.000 sócios, a organização tem atuado sobretudo no apoio aos clientes endividados, na sua maioria em processos relacionados com créditos à habitação.

A negociação de ações do Banco Espírito Santo (BES) foi suspensa quinta-feira por decisão do regulador, enquanto estava a ser avaliada “a informação prestada” pela entidade financeira sobre a sua exposição ao Grupo Espírito Santo (GES).

Na altura da suspensão, na quinta-feira, as ações do BES perdiam mais de 17% para 0,51 euros, enquanto as do ESFG interromperam as transações quando estavam a cair 8,9% para 1,19 euros.

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