Petróleo

Arábia Saudita promete compensar falta da oferta de petróleo iraniano

Fotografia: D.R.
Fotografia: D.R.

O ministro da Energia saudita, Khaled al-Falih, diz que o seu país está preparado para compensar a falta de petróleo no mercado mundial.

O governo da Arábia Saudita disse hoje estar preparado para estabilizar o mercado petrolífero, depois da decisão dos EUA de terminar o período de isenção para oito países comprarem petróleo ao Irão.

O ministro da Energia saudita, Khaled al-Falih, afirmou hoje que o seu país está preparado para compensar a falta de petróleo no mercado mundial, correspondendo a um apelo feito pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, que pediu aos países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para estabilizarem o setor.

O apelo norte-americano e a promessa saudita acontecem horas depois de a Casa Branca ter anunciado que não iria renovar as isenções a oito países que tinham ficado de fora do embargo à compra de petróleo ao Irão, na sequência de sanções impostas pelo rompimento do acordo nuclear com os iranianos por parte dos EUA.

Entre os países que saem agora do regime de isenção encontram-se grandes importadores de petróleo, como a China, o Japão e a Turquia, aumentando a preocupação à volta de um provável aumento do preço do barril.

Hoje, horas depois do anúncio da Casa Branca, o preço do petróleo de referência dos EUA atingiu o seu nível mais alto desde outubro passado.

A Arábia Saudita, maior exportador de petróleo do mundo, já veio acalmar os mercados, pela voz do seu ministro da Energia, prometendo “trabalhar, em coordenação com outros produtores, para garantir o fornecimento adequado de petróleo aos consumidores”.

Khaled al-Falih disse que o objetivo do seu governo é garantir, através de consultas nos próximos dias, com países produtores e consumidores, “a estabilidade do mercado, no interesse de todas as partes e do crescimento da economia mundial”.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu pôr fim às isenções de compra de petróleo do Irão, a fim de impedir totalmente a exportação do petróleo iraniano, para lhe recusar a sua principal fonte de receitas.

A partir de 03 de maio, oito países – China, Índia, Turquia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Itália e Grécia – enfrentarão sanções dos norte-americanos se continuarem comprar petróleo iraniano.

Washington restabeleceu sanções económicas em novembro contra Teerão e contra todos os países que não as respeitam, após se retirar do acordo nuclear de 2015 com o Irão.

A proibição da venda de petróleo foi a principal medida, incluída em 2018, mas alguns países conseguiram um período de isenção, para não causar um grande abalo no mercado petrolífero.

O período de isenção termina no início de maio, mas a Casa Branca anunciou hoje que já conseguiu que a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, juntamente com os EUA – três dos maiores produtores de energia do mundo – garantam a estabilidade dos mercados.

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