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Arábia Saudita recupera da crise do petróleo

Arábia Saudita atinge recorde de produção

Arábia Saudita recupera da crise do petróleo, mas crescimento é modesto

TURQUIA: ATERRAGEM SUAVE EM 2018? A economia turca apresentou um crescimento anual de 7,4%. A rápida aceleração de 3,2% em 2016 foi em parte resultado de efeitos base, uma vez que os números foram deturpados pela tentativa de golpe de Estado, mas as principais razões foram o aumento dos salários em 2016 (+30%) e 2017 (+12%), bem como um estímulo orçamental pro-cíclico que potenciou a procura interna. Prevemos um abrandamento do crescimento para 4,6% em 2018 devido ao esperado impacto negativo das exportações e a ausência de efeitos de base. O balanço da previsão dos riscos é mais negativo, uma vez que este mercado emergente está vulnerável à ocorrência de um choque externo.

ARÁBIA SAUDITA: RECUPERAÇÃO MODESTA Os dados oficiais demonstram que a recessão da Arábia Saudita se intensificou no final de 2017 e confirmaram a estimativa inicial de que o PIB anual diminuiu 0,7% no ano passado. O acordo da OPEP de novembro de 2016 para diminuir a produção de petróleo foi a principal causa da recessão. No entanto, o PIB real do quarto trimestre aumentou em 0,4%, o que faz prever uma tentativa de recuperação este ano. Além disso, o impacto da diminuição da produção de petróleo já amenizou, e o governo anunciou vários investimentos no setor público sob a forma de bónus e infraestruturas. No geral, prevê-se um cresciment real do PIB de 1,7% em 2018.

ESTADOS UNIDOS: CONSUMO MODESTO, PRODUÇÃO FORTE O rendimento disponível nos EUA aumentou 0,4% em fevereiro, enquanto as despesas do consumo privado subiram 0,2%, uma combinação que elevou a taxa de aforro para 3,4%, depois de 2,4% em dezembro. Face ao ano passado, o rendimento disponível diminuiu para 2,1%, mas esperamos uma melhoria desse valor com o aumento dos salários, enquanto as despesas do consumo subiram 2.8% pelo segundo mês consecutivo, o que sugere um PIB suave no primeiro trimestre. A inflação foi de 1,6% após ter ficado nos 1,5% durante quatro meses seguidos. O Índice de Produção ISM diminuiu de 60,8 pontos para 59,3, um valor ainda forte.

MARROCOS: CRESCIMENTO SUSTENTADO O crescimento económico de Marrocos foi de 4% em 2017, após 1,2% em 2016. Este desempenho era amplamente esperado devido à recuperação da produção agrícola (+14,8%) após um ano de pouca chuva em 2016 (-12,8%). Apesar do fator volátil, a produção não-agrícola também ganhou dinamismo, subindo 2,7% em 2017 (após +2.2% em 2016), o ritmo mais elevado desde 2012. O emprego aumentou 0,8%, mas foi insuficiente para fazer face aos novos participantes e a taxa de desemprego jovem atingiu 26,5%. O mercado de trabalho está entre os últimos constrangimentos ao potencial de crescimento. Em 2018, a economia deverá crescer 3%.

Fonte: COSEC/Euler Hermes

O Barómetro Cosec avalia, todas as semanas, o nível de risco dos países. Uma parceria com o Dinheiro Vivo.

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