greve

Arranca hoje mais uma greve dos motoristas de matérias perigosas

Um camião sai da sede da Companhia Logística de Combustíveis (CLC), em Aveiras de Cima, 16 de agosto de 2019.Portugal está, desde sábado e até às 23:59 de 21 de agosto, em situação de crise energética, decretada pelo Governo devido a esta paralisação, o que permitiu a constituição de uma Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA), com 54 postos prioritários e 320 de acesso público.  TIAGO PETINGA/LUSA
Um camião sai da sede da Companhia Logística de Combustíveis (CLC), em Aveiras de Cima, 16 de agosto de 2019.Portugal está, desde sábado e até às 23:59 de 21 de agosto, em situação de crise energética, decretada pelo Governo devido a esta paralisação, o que permitiu a constituição de uma Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA), com 54 postos prioritários e 320 de acesso público. TIAGO PETINGA/LUSA

Patrões acreditam que nova paralisação poderá ter “um impacto muito mais reduzido” do que as greves anteriores.

Começou hoje, à meia-noite, mais uma greve dos motoristas de matérias perigosas. Ao contrário das anteriores, a nova paralisação tem data para terminar (às 23h59 do dia 22) e incide apenas sobre o trabalho suplementar, ou seja, fins de semana e horas extra.

A associação patronal Antram entende que “esta greve poderá ter um impacto muito mais reduzido do que as anteriores”, disse André Matias de Almeida ao Dinheiro Vivo. Desde logo porque acredita “firmemente que a amplitude horária para a realização dos abastecimentos é mais do que suficiente. Por outro lado, porque estão assegurados os serviços mínimos aos fins de semana e feriados para sectores vitais da economia”.

O governo decretou serviços mínimos aos fins de semana e feriados de forma a garantir o abastecimento de serviços de saúde, forças de segurança, bombeiros ou aeroportos. O Ministério do Trabalho e da Segurança Social adiantou que os serviços mínimos surgiram após um “acordo teórico entre a Antram e o Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP)”.

Do lado dos motoristas, estes disseram-se “estupefactos” com os serviços mínimos decretados. Num documento assinado pelo líder do sindicato, Francisco São Bento, os trabalhadores não entendem a obrigação de cumprir trabalho fora do horário regular, perguntando-se quem os remunerará e de que forma. O sindicato questiona ainda de que forma será fiscalizado o cumprimento destes serviços.
Sobre a possibilidade de voltar às negociações, André Almeida aponta: “Há uma coisa que terá de ficar clara de uma vez por todas. Qualquer associação de empresas não pode estar disponível para negociar com pré-avisos de greve e com greves”.

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