Conselho de poupança

Poupança até aos 25 anos. Arriscar primeiro para gozar depois

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Uma poupança para ser usada aos 25 anos deve começar no berço. Quanto mais cedo, mais se pode arriscar e ganhar. Veja como poupar dos zero aos 25 anos

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A maioria das crianças e dos jovens não têm fonte de rendimento regular. Contudo, são comuns as prendas monetárias nos aniversários e no Natal. Perante isto, os pais têm um duplo papel: não descurar a educação financeira e escolher os produtos certos para rentabilizar o dinheiro dos mais jovens.

Numa fase inicial, António Ribeiro, economista da Deco Proteste, defende a aposta em fundos de investimento misto, produtos sem capital garantido e com um prazo muito longo. “Quando se trata de um bebé é preferível optar por um produto de muito longo prazo, já que as crianças não vão mexer no dinheiro. E aqui os pais até podem arriscar um bocadinho”, afirma, descartando, nesta fase, os certificados de aforro ou os depósitos bancários tradicionais. “É preferível apostar num produto de muito longo prazo, mas que, potencialmente, tenha um retorno superior. Um fundo de investimento misto (com ações e obrigações), não tem o capital garantido, o que tende a assustar as pessoas, mas como se trata de uma poupança a 20 anos, vai decorrer muito tempo até que aquele dinheiro seja necessário, e o retorno é superior.

Além disso, alguns destes fundos permitem entregas de pequeno montante, o que permite o reforço da aplicação”, defende o economista da defesa do consumidor. António Ribeiro considera este tipo de poupança uma excelente solução para quem quer ter mais dinheiro para a universidade, o Erasmus ou para uma viagem do gapyear. “Mas tem de ser pensada muito tempo antes. Como a taxa de rendimento desses produtos é de 5%, 6% ou 8% e vai capitalizando, ao fim de 20 anos o rendimento é muito superior e dá resposta a esse tipo de necessidade.” Se a poupança é pensada em plena adolescência, é aconselhável a escolha de um produto com menos risco associado, mas que também permita fazer entregas, como é o caso dos certificados de aforro. “À medida que a idade vai estando mais próxima do período em que aquela poupança vai ser necessária, devem ser escolhidos produtos com menos riscos, que tenham um capital garantido”, aconselha.

Contudo, este é um tipo de produto com um rendimento muito baixo. Já para os pequenos montantes – as mesadas – não há muitas alternativas. “Existem as contas-poupança – que não rendem quase nada. E as contas-poupança específicas para crianças ou jovens que, na maior parte, têm rendimentos de 0,1 ou 0,2%. Ou seja, do ponto de vista do rendimento não é vantajoso. A única vantagem é pedagógica: incutir nos mais jovens o sentido de poupança e obrigá-los a uma certa disciplina.”Os seguros de capitalização são, para António Ribeiro, outro produto que pode vir a ajudar os jovens em início da idade ativa.

Contudo, este é um produto dirigido aos pais ou avós e não aos jovens. Mesmo que não existam produtos de poupança muito específicos para a adolescência e a idade que antecede a entrada no mundo de trabalho, para António Ribeiro é fundamental que, nesta fase, os pais criem hábitos de poupança nos filhos. “Os pais deveriam ensinar que a poupança não pode ser encarada como aquilo que sobra e sim como um gasto mensal”, afirma o economista, para quem não existe uma percentagem recomendável para a poupança. “O importante é que esta seja regular e disciplinada”, diz o economista, para quem a educação financeira deveria fazer parte do plano curricular nacional.

 

 

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