Estado de contingência

As piores 19 freguesias da Grande Lisboa em vias de sair do estado de calamidade

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita. ANTÓNIO COTRIM/LUSA
O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

"Não vemos razão para continuar a diferenciar estes 5 municípios e estas 19 freguesias", disse Eduardo Cabrita, depois de reunir com os autarcas.

As 19 freguesias problemáticas da área da Grande Lisboa que estão em estado de calamidade por causa dos indicadores mais elevados de propagação da covid-19 devem baixar para um nível menos grave, de estado de contingência, alinhando assim com a situação das restantes freguesias da área metropolitana da capital, revelou o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, depois de reunir com os presidentes dos cinco municípios onde estão as tais 19 freguesias.

A decisão final será tomada em conselho de ministros, na próxima quinta-feira.

“Não vemos nenhuma razão para continuar a diferenciar estes 5 municípios e estas 19 freguesias”, declarou o governante. Ato contínuo, Cabrita disse que a Área da Grande Lisboa deverá ficar toda ela em estado de contingência, um nível pior do que o resto do país, que também continuará em estado de alerta por mais 15 dias.

Os cinco municípios em causa são Lisboa, Odivelas, Sintra, Amadora e Loures. “Isto significa que as medidas devem ser aplicadas de uma forma transversal, intensiva, em toda a Área Metropolitana” da capital, acrescentou Eduardo Cabrita.

Recorde-se que no passado dia 13 de julho, o Governo decidiu manter todas as restrições na Grande Lisboa por mais 15 dias. Esse período termina no próximo dia 31 de julho.

As restrições à atividade económica, à venda de bebidas alcoólicas e aos ajuntamentos na região da Grande Lisboa como um todo e, de forma mais pesada, à circulação de cidadãos nas 19 freguesias que estão em estado de calamidade, mantiveram-se todas, mantendo o país a três velocidades de desconfinamento.

O ministro Eduardo Cabrita diz que, entretanto, os números relativos à propagação do coronavírus “melhoraram”, em especial nas 19 freguesias que estão em calamidade, pelo que não se justifica que estas fiquem desalinhadas do resto da Grande Lisboa.

Portanto, a partir do final de julho, Portugal passa a estar a duas velocidades. A Grande Lisboa em contingência e o resto do País em alerta.

O atual quadro está em vigor desde as 0h00 de dia 15 de julho. Os únicos concelhos com todas as freguesias incluídas no estado de calamidade, e que vão deixar de estar a partir de 31 de julho, são Amadora (6 freguesias) e Odivelas (4).

Eduardo Cabrita preferiu não “especular sobre se há segunda vaga”, indicando que se está a preparar a região para que haja “ensino presencial em setembro”.

Haverá nova reunião com os autarcas a 10 de agosto para, no conselho de ministros de dia 13, tomar a decisão sobre a segunda quinzena de agosto.

Já sobre os visitantes que cheguem a Lisboa a propósito da Liga dos Campeões, estarão sujeitos ao “conjunto de restrições” que existe na Área Metropolitana relativamente a “ajuntamentos e consumo de bebidas alcoólicas na rua”. Um aviso preparado já em Inglês e Espanhol para que os adeptos saibam que estarão limitados na capital.

Aqui fica a lista completa das 19 freguesias em causa, ainda em estado de calamidade, mas onde o nível de preocupação está prestes a ser reduzido (para estado de contingência).

Lisboa: Santa Clara;

Loures: Camarate/Unhos/Apelação, Sacavém/Prior Velho;

Sintra: Agualva/Mira Sintra, Algueirão/Mem Martins, Cacém/ S. Marcos, Massamá/Monte Abraão, Queluz/Belas, Rio de Mouro;

Amadora: Alfragide, Águas Livres, Falagueira/Venda Nova, Encosta do Sol, Venteira, Mina de Água;

Odivelas: Odivelas, Pontinha/Famões, Póvoa de Santo Adrião/Olival Basto, Ramada/Caneças.

(atualizado às 20h15)

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