Eleições legislativas 2019

As eleições vistas pelos jornais espanhóis

Lisboa, 6/10/2019 - Reportagem após terminar o ato eleitoral de hoje, na sede de campanha do Partido Socialista Português (PS) no hotel Altis em Lisboa. As eleições legislativas de 2019 levaram milhões de eleitores recenseados no território nacional e no estrangeiro às urnas para escolher a constituição da Assembleia da República na próxima legislatura e de onde sairá o novo Governo.
Festa do PS
António Costa (Secretario Geral do PS / Primeiro Ministro)
(Gerardo Santos / Global Imagens
Lisboa, 6/10/2019 - Reportagem após terminar o ato eleitoral de hoje, na sede de campanha do Partido Socialista Português (PS) no hotel Altis em Lisboa. As eleições legislativas de 2019 levaram milhões de eleitores recenseados no território nacional e no estrangeiro às urnas para escolher a constituição da Assembleia da República na próxima legislatura e de onde sairá o novo Governo. Festa do PS António Costa (Secretario Geral do PS / Primeiro Ministro) (Gerardo Santos / Global Imagens

O El País escreve que os socialistas “ganharam com clareza”. Já o El Mundo diz que "Costa vence em Portugal mas terá de chegar a acordos”.

O El País, o jornal referência de Espanha, escreve que os socialistas “ganharam com clareza” umas eleições que foram “um referendo à gestão” de António Costa dos últimos anos. O jornal sublinha que o PS fica “perto da maioria absoluta e pode governar com o apoio de apenas um dos seus aliados” da legislatura anterior, BE ou PCP.

O El Mundo titula na primeira página que “O socialista Costa vence em Portugal mas terá de chegar a acordos”, depois de “não conseguir a maioria absoluta que desejava para se libertar dos seus aliados de extrema-esquerda”.

O correspondente em Lisboa do diário escreve um segundo artigo para realçar “o triunfo de um animal político astuto e irascível”, António Costa, que “conseguiu reduzir o défice e uma tímida recuperação da economia” com uma governação “pragmática”, sem estar “limitado por um compromisso com as ideias de extrema-esquerda”.

Por seu lado, o ABC destaca a “Abstenção recorde em Portugal, numas eleições que ganha Costa sem maioria absoluta”, sublinhando a “apatia” dos quase 11 milhões de eleitores convocados. O jornal também considera que a “fragmentação não beneficiou em nada a direita, que não soube” aproveitar o facto de Rui Rio ter conseguido “superar” António Costa num debate televisivo.

O La Razón também sublinha que “Os socialistas revalidam a maioria depois de uma abstenção recorde”, com António Costa a “roçar” a maioria absoluta e a poder governar a partir de agora com apenas um dos seus aliados de esquerda.

O diário catalão La Vanguardia sublinha que “Costa consolida-se em Portugal com uma vitória muito clara” em que o líder socialista se “perfila” como o próximo primeiro-ministro do país, depois do aumento de votos no seu partido e o “colapso” da direita. Numa página interior, o jornal explica que os socialistas “superam” a soma de votos da direita e António Costa poderá agora governar “com o apoio do BE, mas sem os comunistas”.

Nas eleições realizadas no domingo em Portugal, numa altura em que faltam apenas contar os votos dos círculos da Europa e de Fora da Europa, o PS registava 36,7% dos votos (106 deputados eleitos), o PSD 27,9% (77), o BE 9,7% (19), o PCP/PEV 6,5% (12), o CDS/PP 4,3% (5), o PAN 3,3% (4).

O Chega, Iniciativa Liberal e Livre garantiram um deputado, cada, na próxima legislatura, com, respetivamente, 1,3%, 1,3% e 1,1% dos votos.

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