Coronavírus

As segundas-feiras ainda são como um domingo pré-pandemia

Um utente usa uma máscara de proteção contra a covid-19 no interior de uma carruagem do Metro de Lisboa, em Lisboa, 19 de maio de 2020. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA
Um utente usa uma máscara de proteção contra a covid-19 no interior de uma carruagem do Metro de Lisboa, em Lisboa, 19 de maio de 2020. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Dados do INE, com origem no Facebook, mostram que o confinamento no dia de reabertura da restauração ficou ao nível de um domingo pré-covid.

O primeiro dia de reabertura de restaurantes, cafés e creches teve ainda pouco impacto na mobilidade dos portugueses, com até cerca de um quarto da população a manter-se em casa, em linha com o registo de movimento típico de um fim de semana pré-pandemia, apontam dados publicados pelo INE que têm por base recolha de informação levada a cabo pelo Facebook e disponibilizada ao instituto português pela Carnegie Mellon University.

Os indicadores de mobilidade dos portugueses, publicados na última sexta-feira, mostram que na generalidade das regiões entre 18% e 24% das pessoas se mantiveram em casa. O nível de confinamento compara, praticamente ao mesmo nível, com os registos do primeiro dia de março, um domingo. Mas, representou já mais saídas de casa do que as verificadas ao longo das últimas semanas. Na segunda-feira imediatamente anterior, a 11 de maio, o confinamento abrangia entre 28% a 32% na grande maioria das regiões.

Já no início de abril, a meio do período do Estado de Emergência, os valores rondavam os 40%, com menos uniformidade entre regiões. A 6 de abril, Lisboa registava até 51% dos seus residentes em casa, ao passo que no Tâmega e Sousa a percentagem não ia além dos 36%.

Apesar da tendência comum a nível regional, há zonas do país onde a proporção de quem fica em casa é mais alta do que as restantes. São os casos da Área Metropolitana de Lisboa, Baixo e Alto Alentejo e ainda Açores, onde na última segunda-feira a abertura de comércio e restaurantes não apelou a até cerca de 28% das pessoas, ou 32% no caso dos Açores.

Para o mesmo período, até ao dia 18, o Gabinete de Estratégia e Estudos (GEE) do Ministério da Economia colige também uma série de indicadores de atividade que permitem tomar o pulso à reabertura: o uso dos transportes e a venda de veículos.

Covid-19-05

Fonte: Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia

Mostram que o transporte de mercadorias por comboio já recupera para os níveis pré-covid, com 99 serviços realizados na última segunda-feira, e inclusive máximos de 122 comboios em transporte de bens para 13 de maio, acima do valor de referência para o período anterior à pandemia, de 109 comboios diários.

Já no transporte ferroviário de passageiros, os dados mostram uma forte subida no número de serviços realizados desde 4 de maio, na primeira semana após o fim do estado de emergência, mas ainda em nível inferior ao período pré-pandemia, na análise disponibilizada pelo GEE.

Na aviação, as partidas de aeroportos portugueses mantêm-se praticamente inalteradas desde o início de abril. O mesmo quanto às chegadas de barcos aos portos nacionais, a rondar as duas dezenas.

Onde são visíveis melhoras relativas é nas vendas automóveis, com a venda de veículos ligeiros de passageiros a atingir um máximo recente de 352 viaturas a 13 de maio. Ainda assim, longe dos 719 veículos vendidos por dia no valor de referência do período pré-covid-19.

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