Assembleia Geral da Efacec vai realizar-se em setembro. Moneris também avalia

A Moneris junta-se à E&Y para avaliar a Efacec para definir uma eventual indemnização a pagar pelo Estado pela nacionalização da empresa.

A Assembleia Geral anual da Efacec deverá realizar-se em setembro para aprovar as contas da empresa referentes a 2019, exercício em que acumula um prejuízo de quase 29 milhões de euros. Nesse mesmo mês deverá ser dado andamento ao processo de venda depois da nacionalização relâmpago decidida pelo Governo no início de julho.

A informação foi avançada ao Dinheiro Vivo pelo Ministério das Finanças, o gabinete governamental responsável pelo acompanhamento do processo, adiantando ainda que a Moneris vai fazer a avaliação independente depois da nacionalização parcial da empresa. O processo está nas mãos do secretário de Estado das Finanças, João Nuno Mendes e na Parpública que gere as participações do Estado.

"O processo de avaliação encontra-se em curso e está enquadrado nos procedimentos a desenvolver no âmbito da reprivatização da Efacec, o qual se pretende esteja concluído no mais curto prazo possível. As duas entidades independentes escolhidas para a realização da avaliação são a E&Y e a Moneris", indicou o Ministério das Finanças numa resposta escrita ao Dinheiro Vivo.

A empresa de consultoria junta-se assim à E&Y (antiga Ernst & Young) para avaliar a empresa de Leça do Balio, em Matosinhos. A avaliação independente feita por duas entidades é uma obrigação que decorre da lei das nacionalizações.

Recorde-se que o Governo avançou com a nacionalização dos 71,73% de Isabel dos Santos na Efacec a 2 de julho precisamente para “resolver o impasse acionista” que estava a colocar em causa a sobrevivência da companhia, e em nome da necessidade de “salvaguardar os seus 2500 postos de trabalho”.

Ainda em junho, e em entrevista à Rádio Observador, o CEO da Efacec admitia que a empresa estava há seis meses “sem relação fluida” com a banca. “Não temos nem linhas de financiamento nem a trade finance necessária ao desenvolvimento das nossas operações”, salientava então Ângelo Ramalho.

A reunião que deverá, ainda, servir para fazer mexidas nos órgãos sociais da empresa, designadamente reduzindo o número de administrador que é, atualmente, de sete.

O financiamento dos bancos, no valor de 50 milhões de euros, já foi entregue à empresa para fazer face a necessidades imediatas de liquidez, incluindo subsídio de férias.

Notícia atualizada no dia 21 de agosto. Corrige efeitos da avaliação da E&Y e da Moneris

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