cibersegurança

Associação DNS.PT processa Pedro Veiga

Pedro Veiga | Centro Nacional de Cibersegurança
Professor Pedro Veiga, ex-coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança. Foto: Leonardo Negrão / Global Imagens

Foi apresentada uma queixa-crime contra o ex-coordenador Pedro Veiga, por "difamação e ofensa a pessoa coletiva, com publicidade e calúnia".

A Associação DNS.PT apresentou uma queixa-crime contra o ex-coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança Pedro Veiga por “difamação e ofensa a pessoa coletiva, com publicidade e calúnia”, foi anunciado esta quarta-feira.

O anúncio foi feito, em comunicado, pela associação, duas semanas depois de Pedro Veiga ter anunciado, no parlamento, que apresentou documentos à Procuradoria-Geral da República com suspeitas de ilegalidades na associação que gere os domínios da internet em Portugal.

A associação “repudia, de forma veemente, as acusações de que tem sido alvo por parte de Pedro Veiga, e considera que as mesmas acusações põem gravemente em causa o bom nome daquela entidade, numa tentativa de a denegrir, infundada e ilegitimamente”, lê-se num comunicado da DNP.PT, hoje divulgado.

Na audição na comissão de Assuntos Constitucionais, em 04 de julho, Pedro Veiga afirmou que, “como cidadão”, tem a “responsabilidade de denunciar situações que violam a lei”.

E foi por isso, que, “como cidadão e funcionário público”, apresentou na Procuradoria uma exposição “de factos, suportados em documentação” sobre a DNS.pt, associação particular a quem foi cometida a gestão dos domínios na internet.

“Não fiz denuncia, relatei factos suportados em documentação”, afirmou.

Pedro Veiga, embora não tenha dito o nome, afirmou que a presidente da DNS.pt, Luísa Geifão, propôs, enquanto membro da assembleia geral, um vencimento para o conselho diretivo, a que viria a pertencer, acumulando os dois cargos.

“São vencimentos que me abstenho de classificar se são altos ou baixos. O problema é o modelo de como foi feito”, acrescentou.

“Este é um caso mais grave do que o das Raríssimas”, qualificou, numa referência ao caso da associação em que surgiram suspeitas de irregularidades pela presidente, Paula Brito e Costa.

No comunicado hoje divulgado, a DNS.PT recorda que é “uma associação privada sem fins lucrativos que tem como principal missão a gestão, operação e manutenção do registo do domínio de topo .PT.” e que, “no exercício da sua missão”, tem sido “um caso de referência” e “elogiado por entidades nacionais e internacionais”.

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