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Ataques de ransomware a dispositivos móveis mais do que triplicaram

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Os ataques têm como principal objetivo o acesso a contas bancárias - 288 mil computadores foram alvo de tentativas de infeção para este fim.

O volume de ataques de ransomware – o tipo de software malicioso utilizado no ciberataque global que há duas semanas afetou mais de 150 países – a dispositivos móveis triplicou durante os primeiros meses deste ano. Os dados são do ‘Relatório de Malware‘ da Kaspersky Lab, referente ao primeiro trimestre de 2017, divulgados em comunicado.

Nos primeiros três meses do ano fora detetados 218 625 ficheiros de ransomware em smartphones, valor que compara com os 61 832 registos dos últimos três meses de 2016. De acordo com a Kaspersky, 86% dos ficheiros detetados correspondem ao vírus Congur, um ransomware que “configura ou redefine o PIN do dispositivo para que os atacantes tenham direitos de administrador no dispositivo”, explica a empresa de cibersegurança.

O Trojan-Ransom.AndroidOS.Fusob.h continua a ser o ransomware mais utilizado em dispositivos móveis e responde por cerca de 45% dos utilizadores afetados durante estes meses. “Uma vez executado, o trojan solicita privilégios de administrador, recolhe informações sobre o dispositivo, incluindo as coordenadas GPS e o histórico de chamadas, e transfere os dados para um servidor malicioso. Com base no que recebe, o servidor pode enviar de volta uma ordem para bloquear o dispositivo”, pode ler-se em comunicado.

Os Estados Unidos foram, de acordo com o estudo, o país mais atingido por mobile ransomware no primeiro trimestre do, sendo o vírus Svpeng a ameaça mais difundida. Os ataques têm como principal objetivo o acesso a contas bancárias – a Kaspersky dá conta de 288 mil computadores alvo de tentativas de infeção por malware com o objetivo de aceder contas bancárias durante este período.

“O cenário de ameaças móveis de ransomware foi tudo menos calmo no primeiro trimestre. O ransomware direcionado a dispositivos móveis disparou, com a proliferação de novas famílias e modificações de ransomware. As pessoas devem estar conscientes de que os atacantes podem – e cada vez mais tentam – bloquear o acesso aos seus dados não apenas num computador, mas também nos seus dispositivos móveis “, alerta Roman Unuchek, analista sénior de malware da Kaspersky Lab.

A empresa de cibersegurança reforça a necessidade de adotar comportamentos que permitam reduzir o risco de infeção. “Utilizar fortes soluções de segurança e garantir que mantêm os softwares atualizados, realizar um scan regular ao sistema para garantir que não há nenhuma possível infeção, ser prudente na atividade online e não colocar informações pessoais em websites se tiver alguma suspeita ou não se sentir seguro e fazer backups da informação” são os principais conselhos da Kaspersky.

Pode encontrar mais informação e apoio para lidar com o ransomware no site No More Ransom.

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